Preços do petróleo instáveis depois de acordo para corte na produção

Valor dos contratos negociados em Nova Iorque sobe, brent de Londres desce após países do OPEP+ decidirem corte de 9,7 milhões de barris por dia.

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Mercados esperavam um corte na produção de dez milhões de barris por dia Reuters/Essam Al Sudani

Os preços do petróleo negociados em Londres e Nova Iorque parecem estar ainda a assimilar os resultados do acordo alcançado entre os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados (OPEP+) para cortar a produção em 9,7 milhões de barris por dia.

O preço do barril do petróleo WTI (West Texas Intermediate) negociado em Nova Iorque para os contratos de Maio tem variado entre subidas e perdas desde a madrugada (início da manhã em Lisboa), estando neste momento a valorizar 0,48%, para 22,87 dólares.

No entanto, em sentido contrário está o Brent negociado em Londres e referência para Portugal, com o preço por barril dos contratos referentes e Junho a recuar 0,73%, para 31,25 dólares.

Esta segunda-feira é um dia particular nos mercados financeiros, já que as bolsas de referência na Europa se encontram fechadas por causa do calendário da Páscoa, como acontece com Frankfurt, Paris, Milão, Madrid, Lisboa ou Amesterdão.

O acordo alcançado no OPEP+, grupo que inclui os países da organização e outros parceiros, como a Rússia e o México, foi anunciado no domingo e significa um corte abaixo da dimensão dos dez milhões de barris que se perspectivava nos últimos dias.

Na semana passada, os preços da matéria-prima tinham terminado a semana a negociar em crescendo, ao sabor da expectativa criada em relação a um acordo, depois de a Reuters noticiar que a Arábia Saudita e a Rússia estavam a caminho de chegar a um entendimento para cortar a produção.

O acordo inicial apontava para a redução dos dez milhões para se aplicar em Maio e Junho, mas o corte desta magnitude contou com a oposição do México, acabando por ser decidido uma redução em 9,7 milhões. A Bloomberg salienta o facto de o México ter conseguido, com isso, uma “vitória diplomática” pois consegue estancar a quebra na produção diária nos 100 mil barris.

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