Produtores de petróleo acordam corte de 9,7 milhões de barris diários

Redução anunciada este domingo representa um décimo do fornecimento global.

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LUSA/CHRISTIAN BRUNA

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros produtores, incluindo a Rússia, chegaram hoje a acordo para subir os preços reduzindo a produção em 9,7 milhões de barris diários, anunciaram fontes ligadas às negociações.

O corte hoje anunciado representa um décimo do fornecimento global, segundo responsáveis do sector de vários países que participaram nas negociações, tratando-se de um acordo sem precedentes.

Devido às consequências da propagação do vírus covid-19, com o impacto na economia e a diminuição do consumo, o Comité Técnico Conjunto da OPEP tem vindo a recomendar cortes na produção de petróleo, mas chegar a um acordo não foi fácil.

Após longas negociações, na sexta-feira de madrugada, a OPEP e os países parceiros, com excepção do México, concordaram em reduzir em Maio e Junho a produção mundial para 10 milhões de barris por dia, segundo a OPEP.

A Cidade do México considerou excessivo o esforço exigido (uma redução da produção de 400.000 barris por dia) em comparação com outros países.

Os Estados Unidos da América concordaram em ajudar o México a alcançar sua quota de redução para chegar a um acordo global e conter a queda nos preços.

No sábado, os ministros da Energia dos países do G20 (fórum de cooperação internacional que agrega 19 países e a União Europeia) não conseguiram fechar o acordo de redução, que só entraria em vigor se fosse vinculado pelo México.

O confinamento de metade da população mundial para limitar a pandemia do novo coronavírus desequilibrou o mercado do petróleo, em que a oferta global já era excedente, nomeadamente com a decisão da Arábia Saudita em inundar o mercado mundial com mais produção. O preço do Brent, crude do Mar do Norte que é referência para a economia portuguesa, chegou a mínimos de quase 20 anos.

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