Adriano Miranda
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Adriano Miranda

Em Idanha-a-Nova vai crescer um aldeamento sustentável para viver ou visitar

Vão ser construídas 44 moradias ecológicas, restaurantes e explorações agrícolas com certificado biológico próximas da aldeia histórica de Monsanto.

Um aldeamento sustentável composto por 44 moradias ecológicas vai ser construído próximo da aldeia histórica de Monsanto. “O complexo de 160 camas, situado numa herdade agrícola de 238 hectares, propõe um modo de vida sustentável, combinando o activo de residentes e turistas com uma envolvente total de agricultura biológica participativa”, explica, em comunicado, a Câmara de Idanha-a-Nova. 

A sociedade gestora, a Monsanto Verde, já tem aprovada a candidatura ao Turismo de Portugal para a instalação deste aldeamento de quatro estrelas, a Casa da Herdade. Rui Gomes Pedro, gestor do projecto, explica que o Monsanto Verde representa um investimento de mais de dez milhões de euros que contempla residências, hotelaria, restauração e explorações agrícolas diversas, todas elas biologicamente certificadas desde a sua produção à transformação para produto de consumo final. “Oferecemos uma vida em plena natureza, seja para quem ali queira residir em permanência ou fazer turismo num território que é reserva natural e protegido pela UNESCO”, sustentou.

Este responsável explica que a escolha de Monsanto para instalação do projecto teve em consideração factores estratégicos como a boa imagem de Portugal no mercado francófono, a centralidade ibérica da região, a meio caminho entre Lisboa e Madrid, boas acessibilidades e políticas locais alinhadas com a promoção dos valores ambientais. O número de moradias previstas responde à capacidade adequada para o território, sendo que estas são de construção bioclimática, usando materiais locais e respeitando os códigos de herança rural da região.

Para o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, o empreendimento Monsanto Verde foi, desde logo, acarinhado, por ir ao encontro à estratégia de sustentabilidade que o município para o território. “Esta [estratégia] assenta na criação de riqueza e emprego, através da aposta na economia verde, na economia circular e nos circuitos curtos de comercialização, valorizando os nossos recursos naturais e o nosso património”, sublinhou.

Para além do impacto na economia local, os promotores do projecto pretendem colaborar na formação de estudantes, nos sectores da hotelaria e da restauração, em parceria com escolas de ensino profissional e superior.

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