Adriano Miranda
Foto
Adriano Miranda

i-Danha Food Lab quer sensibilizar para a desertificação e alimentação saudável

O i-Danha Food Lab está de regresso, de 8 a 10 de Novembro. Em Monsanto, o objectivo é “alterar o paradigma da desertificação rural e alimentação saudável”.

A quarta edição do  i-Danha Food Lab quer “alterar o paradigma da desertificação rural e alimentação saudável”. De 8 a 10 de Novembro, workshops, conferências, jantares e visitas a empresas com projectos-piloto acontecem no evento que tem como palco a “aldeia mais portuguesa de Portugal”, Monsanto. A primeira edição aconteceu em 2016, quando a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova desafiou a aceleradora de startups Building Global Innovators (BGI) a “criar uma estratégia que retivesse a população local e atraísse talento para a região, com foco nos recursos naturais da região”, disse ao P3 Cláudia Carocha, gestora de projectos da aceleradora.

"Sendo Idanha-a-Nova a primeira bio-região de Portugal, que já disponibiliza incentivos para os produtores produzirem em produção biológica, achámos que faria todo o sentido aceitar o desafio”, continuou Cláudia. “Faz parte do ADN de Idanha.”

Para conseguir “reter e atrair talento para a região”, a organização promove um concurso de apoio a três negócios locais tradicionais e três startups tecnológicas da área agro-alimentar, que decorre durante vários meses e termina com um programa de mentoria personalizado e financiamento de até 15 mil euros pela câmara municipal. O objectivo é a criação de pilotos, “aliando o negócio tradicional à inovação”. Estas empresas também vão estar presentes no evento “para dar o seu testemunho quanto à evolução desde o início da formação”.

Este evento anual, também apoiado pelas Aldeias Históricas de Portugal, pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia (EIT Food) e pelo Ministério do Ambiente e Transição Energética, já mostra evidências “muito positivas” com a “criação de emprego, atracção de investimento nacional e estrangeiro, 16 pilotos em curso no território, 95% taxa de sobrevivência, sete bootcamps de formação, criação de sedes legais em Idanha e 146 candidaturas recebidas de 22 países diferentes, sendo que 34% são internacionais”.

O i-Danha Food Lab, que está a colocar a aldeia “no mapa da indústria alimentar”, tem um programa delineado e começa com uma viagem de comboio de Lisboa para Monsanto numa carruagem alugada propositadamente para o evento. A ideia é “dinamizar a interacção entre os participantes e arrancar com o evento”, já que dentro do comboio os participantes já vão poder assistir a actuações de teatro e a uma animação sobre a história de Idanha.

Desde a primeira edição, contou já com 600 especialistas de diversas entidades, 170 startups, 300 empreendedores e 20 nacionalidades. A entrada no evento é gratuita, no entanto quem quiser usufruir das refeições para os três dias paga 15 euros. Para utilizar o comboio disponibilizado pelo evento, com partida de Lisboa a 8 e regresso a 10, terá de pagar 15 euros. Todos os oradores confirmados podem ser consultados aqui.