Opinião

A comédia orçamental

A comédia orçamental segue para o segundo episódio – a chamada votação final global – e, entretanto, assistiremos às últimas escaramuças mais ou menos encenadas da versão “soft” portuguesa do TINA.

O último debate e votação na generalidade do Orçamento do Estado (OE) foram uma nova variação da comédia política em que temos vivido desde os tempos da legislatura anterior, ou seja, da “geringonça”. Encenou-se um falso suspense sobre a votação dos partidos à esquerda do PS, quando estava escrito nas estrelas que iria acontecer o que efectivamente aconteceu. Nesta comédia orçamental o elemento musical da dança está no centro do palco e nos bastidores das negociações, onde tudo parece previsto para evitar surpresas desagradáveis e eventualmente perigosas aos bailarinos em cena.