A Wines by Heart tem mais de 900 vinhos no coração de Lisboa

É garrafeira, bar e restaurante. E há vinhos europeus, americanos, australianos e do Médio Oriente nesta casa de luxos junto à Avenida da Liberdade.

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Uma garrafeira onde se vendem vinhos de todos os continentes
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É a comida do chef Rodrigo Osório que se adapta ao vinho que se bebe
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No balcão do wine bar são servidos 80 vinhos diferentes, a copo
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As garrafas estão bem acondicionadas e climatizadas
,Vinhos de cor
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A Wines by Heart fica na Rua Rosa Araújo, n.º 3
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A Wines by Heart
Restaurante
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No wine bar é possível experimentar os pratos do chef brasileiro que passou por várias cozinhas com estrelas Michelin
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A Wines by Heart

Quando se entra é uma garrafeira, com 900 referências, de mais de uma dezena de países, revela Guilherme Corrêa, um dos quatro sócios brasileiros da Wines by Heart. Junto à Avenida da Liberdade, em Lisboa, o espaço com 290 metros quadrados, dividido por dois pisos, é mais do que uma garrafeira. É wine bar e restaurante para quem quer experimentar vinhos que harmonizam com a comida preparada pelo chef Rodrigo Osório.

Com frequência, há menus em que os vinhos se adequam à comida que se prova. É assim que o vinho costuma ser tratado nos restaurantes, como um complemento que vai ajudar a tornar o prato mais agradável. Para quem quiser comer na garrafeira Wines by Heart, a escolha é inversa — primeiro o vinho e depois o prato que a ele se adequa, explica o premiado sommelier que, com os seus sócios, escolheu Lisboa para abrir um espaço que poderia estar em qualquer capital do mundo, continua.

PÚBLICO - Salada de queijo de cabra e figos (14 euros),Salada de queijo de cabra e figos (14 euros)
Salada de queijo de cabra e figos (14 euros),Salada de queijo de cabra e figos (14 euros) DR,DR
PÚBLICO - Taco de rojões, cebola roxa e coentros (16 euros)
Taco de rojões, cebola roxa e coentros (16 euros) DR
PÚBLICO - Polvo, laranja e feijao frade (23 euros)
Polvo, laranja e feijao frade (23 euros) DR
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“É a comida que harmoniza com o vinho”, resume. A comida é voltada para o vinho, mas toda feita com produtos de uma “excelente qualidade”, reforça. Os brasileiros andaram por Portugal à procura do melhor pão, do melhor queijo, da melhor carne, mas também do melhor bacalhau — a Ribeiralves fornece-lhes um bacalhau com uma cura superior que encarece bastante o produto. Pormenores que se reflectem nos preços. No menu, o prato mais caro é o entrecote demi-glace com batata (30 euros) e o mais barato é esparguete com berbigões (19 euros).

Mais de 2000 euros

De volta à garrafeira, metade das referências são portuguesas, alguns são projectos exclusivos e que, em Lisboa, só ali é possível encontrar; e há vinhos de todos os preços e de todo o mundo, mais concretamente, de 14 países conhecidos pelas características diversas dos seus terroirs, como Espanha, França, Itália, Alemanha, Áustria, Hungria, mas também Austrália, EUA, Chile, Argentina e do Líbano. Os sócios querem continuar a depositar nas suas prateleiras garrafas de outros países.

Os copos são Riedel, a marca austríaca de cristal da Boémia, projectados de maneira a tirar o melhor partido de cada vinho, e ao balcão é possível pedir 80 referências de vinho a copo. Referências essas que vão mudando com alguma periodicidade. Mas também se pode abrir garrafas. “Um destes dias, um casal russo pediu 12 vinhos”, conta Guilherme Corrêa, lembrando um outro cliente que pediu um Borgonha cujo preço da garrafa era 300 euros. “Para beber aqui. Temos aberto grandes vinhos que custam mais de dois mil euros a garrafa”, acrescenta. “Existe mercado que procura este tipo de serviço”, declara o empresário, que se juntou a Igor Beron, com experiência internacional na área, e aos irmãos Henrique e Rômulo Mignoni, ligados à indústria do vinho e ao retalho.

Além de compradores, os empresários são também distribuidores. Os seus vinhos chegam aos restaurantes de 14 estrelas Michelin, em Lisboa e no Algarve, orgulha-se Corrêa. “Estamos a começar com o Porto”, informa. Esta relação é de reciprocidade, por exemplo, o chef Rodrigo Osório, que já trazia um currículo feito na haute cuisine, quando chegou a Lisboa e enquanto o restaurante não abria, passou pelo Belcanto e pelo Prado.

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