Num ano, bancos subiram avaliação das casas em 92 euros por metro quadrado

Avaliação bancária dos apartamentos na área Metropolitana de Lisboa registou o maior aumento, de 141 euros por metro quadrado, nos 12 meses terminados em Outubro

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Nelson Garrido

Em Outubro de 2018, a avaliação bancária média por metro quadrado de um apartamento localizado na Área Metropolitana de Lisboa era de 1469 euros. Um ano depois, a avaliação média passou para 1610 euros por metro quadrado (m2). São mais 141 euros por m2 do que nos 12 antes. Esta é uma das conclusões do último Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação, relativo a Outubro de 2019, hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE)

Segundo a análise, e ainda na Área Metropolitana de Lisboa (AML), o crescimento da avaliação média nas moradias foi de 92 euros, para 1632 euros por m2. Em média, a habitação na AML registou uma avaliação pela banca de mais 131 euros por m2 do que em Outubro de 2018, para 1614 euros por m2. 

No balanço nacional, valor médio de avaliação bancária de toda a habitação subiu 7,6%, para 1304 euros por m2 em Outubro, em termos homólogos. E avançou 0,4% (são mais cinco euros por m2) em relação a Setembro deste ano, divulgou hoje o INE.

Em comparação com o período homólogo, o valor médio das avaliações cresceu 7,6%, destacando-se o Norte com a taxa de variação homóloga mais elevada para o conjunto das avaliações (9,0%) e o Alentejo com a menor (3,5%).

O Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação​ do INE considera “sete instituições financeiras nos resultados apurados”, que “cobrem 89% do montante total dos novos créditos à habitação concedidos em 2018 no país”. O Instituto recorda que a informação recolhida visa os “alojamentos que são objecto de financiamento bancário e em cujo processo há lugar a uma avaliação técnica de cada imóvel”. 

Mais 112 euros por m2 de apartamento 

Os 1304 euros são mais 92 euros por m2 do que em Outubro de 2018, destacando-se a evolução nos apartamentos (mais 112 euros, para 1389 euros por m2 ou mais 8,8%). Neste tipo de habitação, o valor mais elevado foi observado na região do Algarve (1732 euros/m2) e o mais baixo no Alentejo (1071 euros/m2).

Face a Setembro, o valor para apartamentos subiu 0,3%, com o Algarve a apresentar a maior subida (1,6%) e a Região Autónoma dos Açores a maior descida (-3,1%). Já em termos homólogos, a Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento “mais expressivo” (13,6%) e o Alentejo o mais baixo (3,4%).

Quanto às moradias, o valor médio de avaliação bancária subiu 5,1%, para 1167 euros/m2, com os valores mais elevados a observarem-se no Algarve (1680 euros/m2) e na ÁML (1632 euros/m2), enquanto o Centro registou o valor mais baixo (1000 euros/m2).

Comparativamente com Setembro, a Região Autónoma dos Açores apresentou o maior aumento (2,3%) e a Madeira registou a maior descida (-0,9%), enquanto em termos homólogos o Algarve apresentou o maior crescimento (9,9%) e o menor ocorreu na Região Autónoma da Madeira (2,2%).

Numa análise por regiões NUTS III, o INE destaca o Algarve (46%), a Área Metropolitana de Lisboa (37%), a Região Autónoma da Madeira (22%), a Área Metropolitana do Porto (12%), o Alentejo Central (5%) e o Alentejo Litoral (3%) como tendo apresentado valores de avaliação superiores à média nacional.

Pelo contrário, as regiões das Beiras e Serra da Estrela, Beira Baixa e Médio Tejo foram as que apresentaram os valores mais baixos em relação à média nacional (-27%, -24% e -23%, respectivamente).

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