Marcelo recebeu comandante dos bombeiros agredidos em Borba

No final do encontro, onde também esteve o ministro da Administração Interna, o Presidente da República congratulou-se com a garantia de “salvaguarda do Estado de Direito democrático, inclusivo e tolerante”.

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Marcelo Rebelo de Sousa quis saber de viva voz o que se passou em concreto no quartel dos Bombeiros Voluntários de Borba DR/Presidência da República

O Presidente da República chamou a Belém o ministro da Administração Interna, o presidente da Câmara de Borba, o comandante da GNR de Évora e o comandante da associação de bombeiros voluntários agredidos no quartel no passado sábado. Marcelo Rebelo de Sousa quis saber de viva voz o que se passou em concreto no quartel dos Bombeiros Voluntários de Borba no passado sábado, incidentes que resultaram em dois feridos entre os membros da corporação. E desta forma não deixar insuflar discursos de ódio contra toda a comunidade cigana por causa de acções de alguns dos seus membros.

A nota que publicou no site da Presidência após a reunião deixa clara esta intenção: “O Presidente Marcelo Rebelo de Sousa ouviu exposições acerca dos acontecimentos de que resultaram dois bombeiros feridos, assim como da determinação de todos os presentes em assegurarem a salvaguarda do Estado de Direito Democrático, inclusivo e tolerante, penhor dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos. O Presidente da República registou, com apreço, a determinação expressa por responsáveis dos Bombeiros e de Forças de Segurança”.

Por outro lado, Marcelo faz questão de dar publicamente uma palavra de conforto às forças de segurança, que neste caso terão sido as vítimas do ataque, enaltecendo o seu papel na sociedade. Como se acrescenta na nota presidencial, Marcelo “recordou o que tinha afirmado no seu discurso de posse do Governo, quanto à importância essencial de criar condições acrescidas para valorizar a missão e o estatuto das Forças Armadas e das Forças de Segurança, natural e nomeadamente extensível aos bombeiros, quer voluntários, quer profissionais. Valorizar e prestigiar essa missão, sempre prosseguida no quadro da Constituição e da Lei, é reforçar o Estado de Direito Democrático em Portugal.”

Borba vai ter contrato local de segurança

A reunião no Palácio de Belém teve lugar pouco depois de outra realizada a nível ministerial, promovida pelo ministro da Administração Interna com os mesmos protagonistas locais e a participação do secretário de Estado adjunto e da Administração Interna e a secretária de Estado para a Integração e as Migrações, para avaliação da situação de segurança no concelho de Borba. Nesta reunião, Eduardo Cabrita “reafirmou a solidariedade para com os Bombeiros de Borba e com a actuação das forças de segurança”, de acordo com o seu gabinete. 

Do encontro resultou o compromisso, entre todas as partes, “de aprofundamento do trabalho em conjunto que permita uma intervenção alargada ao nível da segurança e da integração”, de acordo com o comunicado conjunto emitido pelos ministros da Administração Interna e da Presidência.

“Este trabalho será desenvolvido no âmbito de um Contrato Local de Segurança, a celebrar a breve prazo com o município de Borba, que envolverá as entidades com competências na área da segurança, habitação, segurança social, mediação, bem como representantes das instituições e da comunidade locais”, acrescenta-se no comunicado. Os contratos locais de segurança são, lê-se ainda, “um instrumento privilegiado para colocar em prática a cooperação institucional à escala local entre administração central, autarquias e parceiros locais, em interacção com a comunidade.”

Não por acaso, um grupo de associações ciganas divulgou também esta quinta-feira um comunicado onde se apela a que os cidadãos “não interpretem actos isolados como representativos das populações ciganas que são múltiplas e diversas como toda a sociedade portuguesa”, e onde se apela a uma maior isenção dos media na difusão das notícias em causa.

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