Airbnb planeia entrar em bolsa em 2020

Estratégia da plataforma de alojamento local foi anunciada esta quinta-feira.

,Pirâmide do Louvre
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Airbnb já foi avaliada em 31 mil milhões de dólares (cerca de 28 mil milhões de euros) por empresas privadas REUTERS/Charles Platiau

A plataforma “online” de alojamento local Airbnb anunciou esta quinta-feira a intenção de entrar em bolsa em 2020, de acordo com um comunicado. “A Airbnb, Inc. anunciou hoje que espera tornar-se uma empresa de capital aberto durante 2020”, pode ler-se num comunicado no “site” da empresa, o que significa que pretende estar cotada em bolsa no próximo ano.

Num outro comunicado, a empresa sediada em São Francisco revelou que até 15 de Setembro, os hóspedes da Airbnb já receberam um número superior a 80 mil milhões de dólares (cerca de 72,4 mil milhões de euros) através da plataforma.

No ano de 2018, segundo a empresa, “a comunidade de anfitriões e hóspedes da Airbnb gerou mais de 100 mil milhões de dólares (cerca de 90,5 mil milhões de euros) em impacto económico directo estimado em 30 países”.

Até 1 de Junho de 2019, “a Airbnb colectou e entregou mais de 1600 milhões de dólares de taxas turísticas em nome da comunidade Airbnb em todo o mundo”. Em termos de receitas, no segundo trimestre de 2019 superaram os mil milhões de dólares (cerca de 905 milhões de euros), o segundo trimestre em que isso acontece.

No total, a plataforma do Airbnb conta com mais de sete milhões de anúncios, disponíveis em mais de 100 mil cidades mundiais, e, de acordo com a agência Efe, a Airbnb está avaliada em 31 mil milhões de dólares (cerca de 28 mil milhões de euros) por empresas privadas. A empresa faz parte do grupo dos “unicórnios”, termo que na gíria financeira designa empresas que superem o valor de mil milhões de dólares (cerca de 905 milhões de euros) antes de entrarem em bolsa.

Fundada em 2008, a Airbnb põe em contacto anfitriões, que alugam as suas casas, com hóspedes de qualquer parte do mundo, através da internet. O crescimento da Airbnb produziu-se em paralelo às polémicas sobre o impacto que tem sobre os preços da habitação nas cidades, especialmente aquelas com maior peso turístico.