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Estuário de Lídia Jorge entre os 13 finalistas do Prémio Médicis 2019

A escritora portuguesa concorre com nomes como Joyce Carol Oates e Manuel Vilas a este galardão francês cujo vencedor será anunciado a 8 de Novembro.

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Neste romance, Lídia Jorge conta a história de Edmundo Galeano, que esteve numa missão humanitária, da qual regressou para casa do pai, sem parte da mão direita. Miguel Manso

O romance Estuário, de Lídia Jorge, está entre os 13 finalistas do Prémio Médicis 2019, ao lado de nomes como a norte-americana Joyce Carol Oates e o espanhol Manuel Vilas, anunciou a editora Dom Quixote. O vencedor será anunciado no próximo dia 8 de Novembro.

Publicado em Maio de 2018, o mais recente romance de Lídia Jorge foi editado em França pela Métailie, numa tradução de Marie-Hélène Piwnik, com o título Estuaire. Em Portugal, venceu em Junho o XXIV Grande Prémio de Literatura DST.

Ao lado da escritora portuguesa, na corrida por este prestigiado prémio, estão, entre outros, Joyce Carol Oates, com o romance de 2017 A book of american martyrs, e Manuel Vilas, com Ordesa, publicado em Portugal pela Alfaguara com o título Em tudo havia beleza. Na corrida estão ainda os escritores Nina Allan, Mircea Cartarescu, Selahattin Demirtas, Giorgio Falco, Arno Geiger, Christian Kracht, Jennifer Nansubuga Makumbi, Auður Ava Olafsdottir, Regina Porter e Edna O"Brien.

Estuário já tinha sido classificado pela imprensa francesa como um dos destaques da rentrée literária naquele país.

Neste romance, Lídia Jorge conta a história de Edmundo Galeano, que esteve numa missão humanitária, da qual regressou para casa do pai, sem parte da mão direita. Consigo trouxe uma experiência para contar e uma recomendação a fazer por escrito, tendo a elaboração desse testemunho passado a ocupar completamente os seus dias.

Lídia Jorge estreou-se na escrita com a publicação de O Dia dos Prodígios, em 1980, considerado um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução. Desde então tem publicado vários títulos nas áreas do romance, do conto, do ensaio e do teatro. Em 1988, A Costa dos Murmúrios abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional, tendo sido posteriormente adaptado ao cinema por Margarida Cardoso.

Entre muitos outros, Lídia Jorge publicou títulos como O Vale da Paixão (1998), O Vento Assobiando nas Gruas (2002)Combateremos a Sombra (2007) ou Os Memoráveis (2014), obra que tem sido considerada como uma poderosa metáfora da deriva portuguesa das últimas décadas.

Aos seus livros têm sido atribuídos diversos prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores – Millenium BCP, ou mais recentemente o Prémio Vergílio Ferreira de 2015.

No estrangeiro, entre outros, Lídia Jorge venceu em 2006 a primeira edição do prémio ALBATROS da Fundação Günter Grass e, em 2015, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura.

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