Fogo no Sabugal dado como dominado

Fogo deflagrou no concelho desde o início da tarde desta quinta-feira. Bombeiro sofreu ferimentos ligeiros, mas habitações não foram afectadas.

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Daniel Rocha / AQRUIVO
O incêndio que deflagrou esta quinta-feira no concelho do Sabugal, no distrito da Guarda, está dominado, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS). "O incêndio foi dado como dominado cerca das 22h15. Nesta altura continuam os meios no local nos trabalhos de consolidação e rescaldo do incêndio, de modo a evitar que ocorram reacendimentos”, afirmou a fonte do CDOS da Guarda.

Segundo a mesma fonte, continuavam no local, às 23h10, 327 operacionais, apoiados por 98 viaturas, sendo esperado que os trabalhos dos bombeiros decorram ao longo da noite e madrugada.

“Temos apenas a registar um bombeiro que sofreu ferimentos ligeiros nas pernas. Em relação a habitações, não existe relato de nenhuma ter sido afectada”, frisou.

O incêndio, que deflagrou pelas 12h04, em Vale Mourisco, na freguesia de Águas Belas, progrediu para a localidade de Vila do Touro, com as chamas a atingirem zonas de pastagens e de mato.

Autarca alertou para escassez de água

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal alertou, na tarde desta quinta-feira, a propósito de um incêndio no concelho, para a escassez de água na barragem local, devido ao “descontrolo” na transferência para o regadio da Cova da Beira.

António Robalo disse à agência Lusa que os bombeiros ainda não tiveram problemas no abastecimento das viaturas de combate, mas alertou que a albufeira da barragem está “nos mínimos”.

“[A preocupação] é devido à gravidade de a barragem estar nos mínimos, por ser retirada água para o regadio da Cova da Beira. Há um descontrolo da transferência da água para a Cova da Beira. Há uma má gestão da água e isso tem efeitos no nível mínimo”, referiu.

Segundo o autarca, “não há falta de água” para o combate ao incêndio, mas devido à situação em que a barragem se encontra, “se houver muitas situações destas, tem que haver uma gestão mais sustentável da água da barragem”.

Pelas 18h, António Robalo referiu à Lusa que o incêndio que deflagrou esta quinta-feira em Vale Mourisco, freguesia de Águas Belas, estava “controlado, mas não dominado”, e que a evolução favorável das acções de combate dependia das condições atmosféricas, sobretudo da direcção e da intensidade do vento.

O fogo progredia em duas frentes, que se encaminhavam para áreas das localidades de Baraçal (Sabugal) e Pega (Guarda), disse. As chamas não atingiram povoações, nem existem aldeias em perigo, garantiu o autarca, lembrando que no concelho foi feito “um trabalho de limpeza” dos terrenos e a população “está sensibilizada para essas matérias”.

Fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda disse à agência Lusa, pelas 17h30, que o fogo originou o corte, pelas 13h43, da Estrada Nacional 233, que faz a ligação Guarda - Sabugal, “entre o Café Radar e o Parque Industrial” do Sabugal. Devido ao incêndio, durante a tarde “foram retiradas pessoas” da povoação de Vila do Touro, Sabugal, “e levadas para os locais de abrigo, mas só por precaução”, adiantou o CDOS.

As chamas progridem numa zona de pinhal e mato e não colocam povoações em perigo, adiantou. A mesma fonte adiantou à Lusa que um bombeiro sofreu ferimentos ligeiros, devido a “um escaldão nas pernas”. De acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), o fogo deflagrou pelas 12h04, na freguesia de Águas Belas, e, pelas 18h15, envolvia no seu combate um total de 331 operacionais, 98 viaturas e 11 meios aéreos.

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