Patrick Swayze volta a derreter corações em documentário biográfico

I Am Patrick Swayze é uma sensível homenagem e estreou no dia em que o actor faria 67 anos.

,Ator
Fotogaleria
O actor ao lado da mulher, Lisa Niemi Kevin Coombs/Reuters
,Dança suja
Fotogaleria
Com Jennifer Grey, em "Dirty Dancing" (1987) DR
,Molly Jensen
Fotogaleria
Ao lado de Demi Moore, em "Ghost - O Espírito do Amor", 1990 DR
,Filme
Fotogaleria
Com Rob Lowe, em "Veia de Campeão" (1986) DR
,Ponto de ruptura
Fotogaleria
Com Keanu Reeves em "Ruptura Explosiva" (1991) DR
,Filme
Fotogaleria
"Profissão: Duro", 1989 DR
,Norte e Sul, Livro II
Fotogaleria
Na série televisiva "Norte e Sul" DR
,Filme
Fotogaleria
No filme "Os Marginais" (1983) com Tom Cruise, Rob Lowe, C. Thomas Howell, Ralph Macchio, Matt Dillon e Emilio Estevez DR

Corria o ano de 1987 e milhões de adolescentes pelo mundo inteiro passaram a suspirar pelo actor que se desdobrava no papel de dançarino, com trejeitos de herói à espera de ser salvo. Dirty Dancing/Dança Comigo veio coroar o trabalho que Patrick Swayze já desenvolvera na série televisiva Norte e Sul, entre 1985 e 1986. 

Agora, no dia em que o actor, falecido em 2009, faria 67 anos, um documentário sobre a sua vida voltou a derreter corações. I Am Patrick Swayze, que estreou nos Estados Unidos no domingo, no canal Paramount, já é o filme mais visto da série I Am… (só na estreia teve uma audiência de cerca de dois milhões) e o que, até agora, reúne uma melhor pontuação por parte dos espectadores.

A biografia, assinada por Adrian Buitenhuis, que já filmara as vidas de Heath Ledger (1979-2008) e Paul Walker (1973-2013), constitui uma sensível homenagem a um actor descrito como extremamente completo: era herói e vilão, romântico e imperscrutável, com uma compleição física que fazia com que a sua presença se impusesse, mas que simultaneamente dançava ballet com a graça de poucos. Além de montar a cavalo como um verdadeiro cowboy… 

Além de trechos de entrevistas ao próprio, o documentário conta com declarações de Lisa Niemi, a mulher, que conheceu ainda adolescente, no estúdio de dança da mãe, no Texas, e do irmão, o também actor Don Swayze. Entre as estrelas que contracenaram com o actor, ouvem-se os testemunhos de Rob Lowe (Veia de Campeão, 1986); Jennifer Grey (Dirty Dancing, 1987 – “Assim que começámos a dançar foi tipo ‘suspiro’”, confessa); Sam Elliott e Kelly Lynch (Profissão: Duro, 1989); Demi Moore (Ghost - O Espírito do Amor, 1990); ou Keanu Reeves e Lori Petty (Ruptura Explosiva, 1991).

Mostrando a forma única como trabalhava e se entregava de corpo e alma a um papel (“O Patrick actuava como se tivesse algo a provar”, diz Lowe), I Am Patrick Swayze não se fica por aí e revela também quem era Patrick quando as luzes se apagavam: os momentos mais depressivos e o seu carácter introspectivo, sem esquecer o refúgio no álcool, que o levou a abandonar os ecrãs em meados da década de 1990, ou a relação conturbada que mantinha com a mãe, cujo comportamento abusivo é revelado neste filme.

Patrick Swayze morreu a 14 de Setembro de 2009, aos 57 anos, na sequência de um cancro no pâncreas. Lisa Niemi voltou a casar, há cinco anos, mas nem por isso afirma ter esquecido o actor. “Nós tínhamos tantas coisas com que lidar, mas eu continuava a amá-lo”, desabafa, quase entre lágrimas, para as câmaras.