Professora condenada por homicídio volta à escola, graças a erro judicial

Diz que firmou um pacto suicida com o namorado mas que acabou por ajudá-lo a morrer sozinho. Viu-se sentenciada a 17 anos de cadeia por causa de um crime de contornos cinematográficos.

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Miguel Feraso Cabral

O veredicto dos juízes sobre um dos homicídios mais misteriosos dos últimos anos em Portugal foi claro: culpada, disseram por duas vezes à professora acusada de matar o namorado. “Podiam ser dez mil juízes a dizê-lo”, dispara a docente, que graças a um erro judicial voltou em Junho passado a dar aulas a turmas do 5.º ano. “Uma mentira não se torna verdade por ser dita muitas vezes.” Na escola ninguém desconfia que esta mulher de sotaque nortenho e ar pragmático foi a principal protagonista de um relacionamento obsessivo que terminou de forma trágica.