Europeias: sondagem dá empate técnico entre PS e PSD

Lista de Pedro Marques regista 33,6% das intenções de votos e Paulo Rangel, que encabeça a lista dos sociais-democratas, solidifica a tendência de crescimento, recolhendo o 31,1%. Os dois partidos podem eleger oito representantes.

Paulo Rangel
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Pedro Marques, que lidera a lista do PS às europeias, tem vindo a perder a liderança destacada nas sondagens daniel rocha

O PSD continua a crescer nas intenções de voto dos portugueses. A pouco mais de um mês das eleições europeias, PSD e PS aparecem quase taco-a-taco nas intenções de voto na sondagem de Abril da Aximage, para o Jornal de Negócios e Correio da Manhã, publicada esta quinta-feira.

A sondagem dá à lista liderada por Pedro Marques, ex-ministro das Infra-estruturas, 33,6% das intenções de voto dos portugueses e 31,1% à candidatura de Paulo Rangel, que pela terceira vez é a aposta do PSD para o Parlamento Europeu.

O estudo de opinião da Aximage, que faz a manchete do Jornal de Negócios desta quinta-feira – PSD apanha PS nas eleições europeias - evidencia um crescimento dos sociais-democratas que se aproximam do PS, que era o partido mais bem colocado há três meses, gozando de uma folgada liderança nas sondagens, um capital que tem vindo a perder consecutivamente.

A fazer fé no estudo, os dois partidos elegeriam oito eurodeputados cada, um resultado risonho para os sociais-democratas, mas que fica aquém das expectativas dos socialistas que, em 2014, elegeram oito eurodeputados. Há cinco anos, o PSD concorreu em coligação com o CDS, tendo eleito sete representantes.

Por seu lado, a CDU (coligação eleitoral PCP/Verdes) consolida a terceira posição com 9,4% das intenções de voto, seguida do Bloco de Esquerda que cresce meio ponto percentual, situando-se nos 8%. Já o CDS recua para 6,8%.

A Aliança, o partido criado por Pedro Santana Lopes, desce de 2% para 1,3%, exactamente o mesmo resultado que regista o PAN – Pessoas, Animais, Natureza.

Neste estudo, a redistribuição das intenções de voto em número de eurodeputados eleitos só beneficia o PSD e o BE e penaliza a CDU. Os sociais-democratas passariam dos seis representantes para oito e a lista de Marisa Matias conquistaria mais um eurodeputado. À partida, os socialistas ficam-se pelos oito eleitos, o CDS manteria Nuno Melo e a CDU veria reduzida a sua representação em Bruxelas, passando de três para dois eurodeputados.