EUA oferecem um milhão de dólares por informações sobre filho de Bin Laden

Autoridades norte-americanas acreditam que Hamza Bin Laden assumiu a liderança da al-Qaeda e está a supervisionar a sua reconstrução.

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Os Estados Unidos estão a oferecer uma recompensa de um milhão de dólares (880 mil euros) por informações sobre um dos filhos de Osama Bin Laden, que Washington acredita estar agora à frente do grupo terrorista al-Qaeda.

Há dois anos, o Departamento de Estado norte-americano designou Hamza Bin Laden como um terrorista global, mas agora as suspeitas são de que este filho do antigo líder da al-Qaeda assumiu a liderança do grupo terrorista. Nos últimos anos, Hamza Bin Laden lançou vídeos e mensagens de áudio em que apelava aos seus seguidores para organizarem ataques contra alvos nos EUA e nos seus aliados para vingar a morte do seu pai, diz a BBC.

Hamza Bin Laden terá perto de 30 anos e os serviços secretos norte-americanos acreditam que esteja a operar na região fronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão. A Arábia Saudita anunciou ter-lhe retirado a nacionalidade.

As autoridades dos EUA suspeitam também que Hamza se tenha casado com a filha de Mohammed Atta, um dos operacionais da Al-Qaeda responsável pelo ataque contra as Torres Gémeas de 11 de Setembro de 2001. Bin Laden viveu vários anos com a mãe no Irão, onde se terá casado, e poderá ter passado nos últimos anos pela Síria, Afeganistão e Paquistão.

Osama Bin Laden foi morto em 2011 durante uma operação especial das forças norte-americanas supervisionada directamente pelo então Presidente, Barack Obama. O líder terrorista foi encontrado num complexo em Abbottabad, no Paquistão, onde também se descobriram várias cartas que mostravam que Bin Laden estaria a preparar Hamza para lhe suceder na liderança da al-Qaeda.

Nos últimos anos, a al-Qaeda foi substituída pelo Daesh – o grupo que conseguiu controlar uma vasta área de território na Síria e no Iraque onde constituiu um “califado” – no topo das prioridades de Washington no combate ao território.

Porém, com a iminente derrota do Daesh no terreno, as autoridades norte-americanas voltam-se para o grupo fundado por Bin Laden nos anos 1980. “A al-Qaeda de hoje não estagnou”, disse o coordenador do Gabinete de Contra-Terrorismo do Departamento de Estado, Nathan Sales, citado pela BBC. “Está em reconstrução e continua a ser uma ameaça aos Estados Unidos e aos seus aliados. Não se enganem, a Al-Qaeda continua a ter a capacidade e a intenção de nos atingir”, acrescentou Sales.