Direita e extrema-direita espanholas unem-se nas ruas contra o Governo

Cerca de 45 mil pessoas juntaram-se no centro de Madrid para pedir eleições antecipadas e protestar contra as negociações entre o Governo e as autoridades catalãs.

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Manifestantes protestam contra o Governo espanhol em Madrid Reuters/SERGIO PEREZ
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O líder do Cidadãos, Alberto Rivera, ao lado do Nobel da Literatura peruano, Mario Vargas Llosa, e do candidato à câmara municipal de Barcelona, Manuel Valls,O líder do Cidadãos, Alberto Rivera, ao lado do Nobel da Literatura peruano, Mario Vargas Llosa, e do candidato à câmara municipal de Barcelona, Manuel Valls EPA/FERNANDO ALVARADO,EPA/FERNANDO ALVARADO
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O líder do Vox, de extrema-direita, Santiago Abascal durante a manifestação EPA/FERNANDO VILLAR

Cerca de 45 mil pessoas participaram numa manifestação esta manhã em Madrid convocada pelos principais partidos da direita espanhola, à qual se juntou também a extrema-direita, contra o Governo do PSOE.

Um mar de bandeiras nacionais encheu a Praça Colón, na capital, para pedir a “unidade” da Espanha, em protesto contra as cedências do Governo central nas negociações com os independentistas catalães.

Segundo o Executivo, juntaram-se 45 mil pessoas na manifestação deste domingo. Para além dos principais partidos da direita – o Partido Popular e o Cidadãos – o protesto contou com a participação de muitos apoiantes do Vox, partido de extrema-direita, e de vários grupos franquistas, como a Falange e o Espanha 2000, diz o El País.

O líder do Partido Popular, Pablo Casado, pediu o fim das negociações com a Generalitat e pediu a marcação de eleições antecipadas. “Chega de chantagens, hoje é um ponto de inflexão. Hoje começa a reconquista dos espanhóis que disseram basta”, afirmou Casado, num discurso aos manifestantes.

“Este é o fim de uma legislatura esgotada”, declarou o líder do Cidadãos, Alberto Rivera, que também pediu eleições.

O discurso mais duro coube, porém, ao líder do Vox, Santiago Abascal, que exigiu a suspensão da autonomia da Catalunha “para restaurar a ordem constitucional e o Estado de direito”. “O golpe deve ser sufocado para deter os golpistas e os conspiradores”, afirmou Abascal, pedindo ainda a detenção do presidente do governo catalão, Quim Torra.

Enquanto falava, a multidão lançava gritos de “Espanha, Espanha” e “Santiago presidente”.

Os protestos contra o Governo liderado por Pedro Sánchez foram convocados na semana passada, depois de o Executivo ter aceitado a nomeação de um relator para as negociações com a Generalitat – o que foi visto como uma concessão aos independentistas catalães.

As negociações com as autoridades catalãs são fundamentais para que o Governo assegure a aprovação do Orçamento de Estado.