Fed sinaliza fim da subida de taxas

Autoridade monetária dos EUA passou a afirmar que mexidas nas taxas de juro, para cima ou para baixo, vão depender da evolução da economia.

Jerome Powell, presidente da Reserva Federal
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Jerome Powell, presidente da Reserva Federal LUSA/JIM LO SCALZO

Apesar de ver a economia a crescer a um ritmo “sólido”, a Reserva Federal norte-americana alterou esta quarta-feira de forma marcada o tom do seu discurso, deixando de dar como prováveis novas subidas nas taxas de juro.

No fim da reunião de dois dias do comité que decide a política monetária dos EUA, os membros da Fed anunciaram em comunicado que serão “pacientes” na avaliação da saúde da economia norte-americana, afirmando que estão prontos nos próximos meses quer a subir taxas quer a descê-las, consoante os indicadores económicos que forem entretanto conhecidos.

Este tipo de declaração constitui uma mudança relativamente ao que tem sido dito pela Fed ao longo dos últimos dois anos, período durante o qual foram operadas diversas subidas das taxas de juro. Na última reunião, o comunicado da autoridade monetária afirmava que eram esperadas novas subidas de taxas.

De igual modo, em relação à redução do volume de activos com que conta no seu balanço, a Fed deixou também de dar como certa a manutenção desse processo, deixando-o dependente da evolução da economia.

A mudança no discurso da Fed ocorre numa altura em que os mercados financeiros têm dado sinais de nervosismo relativamente à manutenção do processo de retirada de estímulos monetários, a par com a incerteza provocada pelo conflito comercial entre EUA e China. O presidente do EUA, Donald Trump, tem também sido bastante crítico das subidas de taxas realizadas pela Fed, culpando-as pelo mau desempenho das bolsas.

Esta quarta-feira, a seguir à divulgação do comunicado da da entidade liderada por Jerome Powell, Wall Street registou uma subida dos seus índices.