EUA anunciam queixa crime contra Huawei

A justiça norte-americana considerou oficialmente que a Huawei pode representar uma ameaça à sua segurança nacional.

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Matthew Whiteaker a discursar ao lado do secretário do comércio dos EUA Wilbur Ross e do director do FBI EPA/MICHAEL REYNOLDS

O departamento de justiça dos Estados Unidos acusou criminalmente a Huawei de vender segredos comerciais, cometer fraude bancária e obstruir a justiça. A decisão foi tomada esta segunda-feira e é noticiada pela imprensa internacional, nomeadamente a BBC, que refere também o facto de a fabricante chinesa estar acusada de roubar tecnologia à homóloga norte-americana T-Mobile, com o objectivo de produzir smartphones

O caso está a envolver tribunais chineses, norte-americanos e canadianos. O procurador deste processo, Matthew Whiteaker, disse ao jornal britânico The Guardian que os tribunais de Seattle e Nova Iorque irão ainda atribuir à Huawei, e respectivas sucursais, a prática de 23 crimes.

Além disso, este funcionário judicial e o director do FBI, Christopher A. Wray, aponta que a empresa chinesa está a liquidar provas merecedoras de investigação, bem com a tentar fazer regressar à China potenciais testemunhas contra a empresa.

No caso do Canadá, registou-se a 1 de Dezembro a detenção de Meng Wangzou, responsável pelas finanças da Huawei e filha do fundador da fabricante que lidera o mercado das infra-estruturas de telecomunicações desde 2015 e destronou a Apple no segundo lugar dos maiores vendedores de telemóveis do mundo. A empresária está impedida de abandonar o território canadiano e também já foi acusada formalmente pelos norte-americanos.

Além dos Estados Unidos, há outros países que consideram que a Huawei pode representar uma ameaça para a segurança, como é o caso do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia.