Falta de obras no antigo Liceu Camões leva alunos a novo protesto

O edifício centenário foi classificado como monumento de interesse público mas essa protecção não se traduziu, até à data, em qualquer intervenção com vista à sua recuperação.

Fotogaleria
tm tiago machado
Fotogaleria
tm tiago machado

Os alunos vão concentrar-se esta quinta-feira em frente ao antigo Liceu Camões, em Lisboa, a partir das 08h00, e iniciarão uma marcha lenta em direcção à Assembleia da República às 10h00. À semelhança do protesto que levaram a cabo em Fevereiro do ano passado, voltam a alertar para o facto de o início das obras de recuperação do histórico liceu ter sido programado para Agosto de 2011, no âmbito do programa de modernização desenvolvido pela empresa pública Parque Escolar, sem que nada desde aí tenha acontecido.

Segundo o presidente da Associação de Estudantes, Simão Bento, esta marcha servirá, uma vez mais, para alertar para a falta de condições do edifício após terem sabido, no final do período passado, que o concurso público internacional para a realização das obras ficou sem efeito por falta de candidatos interessados em assumir a sua reabilitação. “Agora o processo voltou à estaca zero”, lamentou. O liceu é “uma escola centenária, que nunca recebeu obras de fundo, e está basicamente original”.

Entre petições e manifestações, há anos que estes alunos têm vindo a reivindicar melhores condições nas instalações da escola. “As condições são deploráveis. São vários os problemas que há muito nós evidenciamos. Temos feito várias acções, a escola também tem tentado ao máximo acelerar este processo, mas tem havido muita inércia. Têm existido várias promessas que não têm dado em nada”, sublinhou.

Num comunicado, a Associação de Estudantes realçou que, além "da real efectivação das obras na Escola Secundária de Camões, de modo a garantir as condições necessárias para todos os que a frequentam e queiram frequentar no futuro", a marcha pretende reivindicar também o “aumento do financiamento para a Educação, de modo a suprimir outros problemas, como a falta de funcionários”, e o aumento do financiamento da Acção Social Escolar.

Sugerir correcção