No Ponto: chouriça doce, Alfândega da Fé

Regularmente, a Fugas divulga um vídeo novo sobre um doce diferente.

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Visitei Alfândega da Fé para conhecer a senhora Lurdes Ferreira e a sua produção de chouriça doce. Trata-se de um doce conhecido em muitos lugares transmontanos, feito com vários ingredientes, entre os quais se destaca o sangue de porco. A explicação é simples, dado que o doce se enquadra no contexto da matança do porco e do aproveitamento de todas as partes do animal. E não é o único doce com sangue no nosso país.

Além de sangue de porco, a chouriça doce contém pão aos pedaços, amêndoa partida, canela, açúcar e mel. A tripa usada como revestimento é de vaca. Precisa de ficar no fumeiro três a quatro semanas, diz-me a senhora Lurdes. Depois, come-se em qualquer altura. E continuou dizendo: uma boa maneira de pôr as pessoas a comer sem saberem que tem sangue é dizer-lhes que são chouriças com chocolate. Não pude deixar de sorrir com a sugestão.

A Doçaria Portuguesa

Cristina Castro criou o projecto No Ponto para registar e dar a conhecer os doces do país. Tem vindo a publicar a colecção A Doçaria Portuguesa, "os mais completos livros sobre a história e actualidade dos doces de Portugal". A investigação para este trabalho levou a autora a viajar por todos os concelhos em busca de especialidades doceiras. A partir da oportunidade de ver como se faz, de falar com quem produz, de conhecer vidas, histórias e tradições associadas à doçaria, surgiram os vídeos que desvendam um pouco de cada doce. Regularmente, a Fugas revela um vídeo novo sobre um doce diferente.

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