ERC aprova Maria Flor Pedroso como directora de Informação da RTP

Parecer do regulador tem carácter vinculativo. Conselho de Redacção da RTP já aceitara a troca de directores.

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Paulo Pimenta

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) deu parecer favorável à destituição de Paulo Dentinho de director de Informação de televisão da RTP, assim como à nomeação de Maria Flor Pedroso para o mesmo cargo.

Sobre a jornalista, o regulador realça a sua "considerável experiência profissional acumulada em órgãos de comunicação social, com especial incidência nos domínios radiofónico e, também, televisivo, realçando-se neste particular ainda a longeva relação profissional que mantém com o universo da RTP" - desde há 20 anos. E destaca ainda que teve "responsabilidades diversas assumidas em instituições representativas dos jornalistas".

Maria Flor Pedroso fez a sua carreira de três décadas e meia na rádio, já conduziu programas na RTP, nomeadamente o comentário As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa. Antes de chegar à estação de rádio pública Antena 1 em 1997, Maria Flor Pedroso passara pela Rádio Comercial, RFM e TSF.

A mudança de responsável pela Informação da televisão pública decorre da polémica criada pelas publicações no Facebook feitas por Paulo Dentinho com linguagem muito rude acerca de violações que foram lidas como sendo sobre Ronaldo e a norte-americana Kathryn Mayorga. Paulo Dentinho colocou o seu lugar à disposição da administração, que decidiu aceitar.

Na deliberação, a ERC conta que a administração tomou essa decisão após "uma ponderação global dos factos que levaram a esta situação e tendo presente a necessidade de assegurar a estabilidade do funcionamento da informação da RTP e os desafios futuros que a empresa enfrenta".

A ERC tomou esta decisão depois de ter ouvido os dois jornalistas. Na deliberação, aprovada por unanimidade, o regulador conta que Paulo Dentinho "enfatizou a sua total indisponibilidade para continuar no exercício do cargo". Uma posição que vai, em parte, contra aquilo que o jornalista afirmou na altura ao Observador, garantindo que apesar de colocar o cargo à disposição "nunca se demitiria".