António Costa: “Estive a acompanhar o incêndio na serra de Sintra até às 4h30”

Primeiro-ministro elogiou serenidade de presidente da Câmara de Cascais. Sobre o comportamento de Basílio Hora nada disse.

Foto
LUSA/Cristobal Garcia

O primeiro-ministro, António Costa, diz que esteve até às 4h30 a acompanhar à distância o incêndio no Parque Natural Sintra-Cascais, tendo-se mantido em contacto quer com o Presidente da República quer com o ministro da Administração Interna.

Admitindo que, durante duas horas, as chamas ameaçaram de forma efectiva populações e habitações, o chefe do Governo aproveitou para elogiar o presidente da Câmara de Cascais, o social-democrata Carlos Carreiras, pela “forma serena como exerceu as suas funções” na noite passada.

“Felizmente foi possível fazer o combate ao fogo com sucesso, sem danos pessoais significativos nem nenhuma habitação atingida”, congratulou-se António Costa, que falava à margem das comemorações do 20º aniversário do Nobel de José Saramago.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deslocou-se esta madrugada aos Paços do Concelho de Sintra, onde se reuniu com o presidente da Câmara, Basílio Horta.

O autarca eleito nas listas do PS já manifestou a sua estranheza pelo facto de o incêndio ter começado de noite, às 22h50, tendo nas primeiras horas chegado a referir-se ao sucedido como “uma desgraça”. Esta manhã havia de mostrar-se mais calmo: "Tratou-se de um milagre, porque se o vento estivesse em sentido contrário e tivesse empurrado o fogo para terra, certamente que haveria uma grande desgraça em Sintra".

Ao contrário do que sucedeu em Cascais, a área ardida no concelho de Sintra acabou por se revelar pequena, informou Basílio Hora, citado pela agência Lusa: “A dimensão não é muito grande e não houve sequer árvores de corte que tivessem sido afectadas. O Convento [da Peninha] também não foi afectado nem a zona circundante".

As chamas atingiram uma zona de mato e de acácias. “Foi um momento difícil, mas houve uma grande coordenação e as coisas, apesar da tragédia, acabaram por não correr tão mal, ou seja, não houve pessoas feridas nem casas destruídas e a segurança das pessoas foi conseguida", destacou.

Depois de ter estado com Basílio Horta, Marcelo Rebelo de Sousa rumou a Cascais, onde mora, tendo estado também reunido com Carlos Carreiras.