#MeToo: os rostos da denúncia

Um ano depois de ter surgido para incentivar a denúncia pública e partilhada de casos de assédio sexual, a hashtag #MeToo continua a ganhar força. Estes são alguns dos rostos mais destacados da denúncia.

A actriz Ashley Judd foi uma das primeiras mulheres a fazer uma acusação formal de má conduta sexual contra o produtor de cinema Harvey Weinstein, em Outubro de 2017, que depois evoluiu para o movimento #MeToo nas redes sociais contra assédio e agressão sexual. Mas acabaria por partilhar mais sobre o seu passado. "A primeira vez que aconteceu tinha sete anos", contou no Twitter. Os adultos com quem falou não deram importância ao caso. "Por isso, quando fui violada aos 15 anos, só contei ao meu diário. Quando uma adulta leu, acusou-me de fazer sexo com um homem adulto". A actriz afirma que foi prejudicada na sua carreira por resistir a avanços sexuais do produtor de Hollywood e pede uma indemnização que promete doar ao movimento Time's Up, que fundou contra o assédio sexual no trabalho.
Fotogaleria
A actriz Ashley Judd foi uma das primeiras mulheres a fazer uma acusação formal de má conduta sexual contra o produtor de cinema Harvey Weinstein, em Outubro de 2017, que depois evoluiu para o movimento #MeToo nas redes sociais contra assédio e agressão sexual. Mas acabaria por partilhar mais sobre o seu passado. "A primeira vez que aconteceu tinha sete anos", contou no Twitter. Os adultos com quem falou não deram importância ao caso. "Por isso, quando fui violada aos 15 anos, só contei ao meu diário. Quando uma adulta leu, acusou-me de fazer sexo com um homem adulto". A actriz afirma que foi prejudicada na sua carreira por resistir a avanços sexuais do produtor de Hollywood e pede uma indemnização que promete doar ao movimento Time's Up, que fundou contra o assédio sexual no trabalho.

Rose McGowan tornou-se um dos rostos do combate judicial contra o abuso sexual nos meandros de Hollywood e, especificamente, contra o produtor Harvey Weinstein. Foi também uma das primeiras mulheres a acusá-lo de abuso sexual.  

De acordo com a sua versão dos acontecimentos, a agressão sexual de que foi vítima remonta a 1997 e apenas foi calada durante duas décadas porque Weinstein chegou a acordo com a queixosa e lhe pagou 100 mil dólares. McGowan, então com 23 anos, terá sido convencida a reunir-se com o produtor no seu quarto. Tal como relatou no livro que escreveu sobre a experiência, intitulado Brave, conversaram durante cerca de meia hora sobre a sua carreira e a promoção do filme Going All the Way, com Ben Affleck. Pouco depois terá sido agarrada,despida e violada.
Rose McGowan tornou-se um dos rostos do combate judicial contra o abuso sexual nos meandros de Hollywood e, especificamente, contra o produtor Harvey Weinstein. Foi também uma das primeiras mulheres a acusá-lo de abuso sexual. De acordo com a sua versão dos acontecimentos, a agressão sexual de que foi vítima remonta a 1997 e apenas foi calada durante duas décadas porque Weinstein chegou a acordo com a queixosa e lhe pagou 100 mil dólares. McGowan, então com 23 anos, terá sido convencida a reunir-se com o produtor no seu quarto. Tal como relatou no livro que escreveu sobre a experiência, intitulado Brave, conversaram durante cerca de meia hora sobre a sua carreira e a promoção do filme Going All the Way, com Ben Affleck. Pouco depois terá sido agarrada,despida e violada.
A activista Tarana Burke criou a frase "MeToo" em 2006 para encorajar as mulheres a serem solidárias umas com as outras. Acabaria por ser tornar fundadora do movimento que resumiria a avalanche de histórias de abuso, maioritariamente de homens sobre mulheres (mas também com vários homens como vítimas) no contexto das relações laborais de Hollywood e, depois, noutras indústrias e noutros países. “A violência sexual é uma questão de poder e privilégio, escreveu no Twitter.
A activista Tarana Burke criou a frase "MeToo" em 2006 para encorajar as mulheres a serem solidárias umas com as outras. Acabaria por ser tornar fundadora do movimento que resumiria a avalanche de histórias de abuso, maioritariamente de homens sobre mulheres (mas também com vários homens como vítimas) no contexto das relações laborais de Hollywood e, depois, noutras indústrias e noutros países. “A violência sexual é uma questão de poder e privilégio, escreveu no Twitter.
Asia Argento, um dos rostos do #MeToo que denunciou na imprensa e no Festival de Cannes como terá sido violada pelo produtor Harvey Weinstein, acabou por ser protagonista de uma reviravolta. O caso continua a ser objecto de duas versões diferentes. Em causa estará um encontro num hotel na zona de Los Angeles, em 2013, quando Jimmy Bennett tinha 17 anos e a actriz 37, em que, segundo ele, Argento o terá seduzido e os dois terão mantido relações sexuais. Em resposta a essa versão dos acontecimentos, Argento declarou na terça-feira, em comunicado, nunca ter tido “uma relação sexual com Bennett” e enquadrou o caso numa “perseguição que durava há muito”.
Asia Argento, um dos rostos do #MeToo que denunciou na imprensa e no Festival de Cannes como terá sido violada pelo produtor Harvey Weinstein, acabou por ser protagonista de uma reviravolta. O caso continua a ser objecto de duas versões diferentes. Em causa estará um encontro num hotel na zona de Los Angeles, em 2013, quando Jimmy Bennett tinha 17 anos e a actriz 37, em que, segundo ele, Argento o terá seduzido e os dois terão mantido relações sexuais. Em resposta a essa versão dos acontecimentos, Argento declarou na terça-feira, em comunicado, nunca ter tido “uma relação sexual com Bennett” e enquadrou o caso numa “perseguição que durava há muito”.
Em Outubro de 2017, a actriz Alyssa Milano lançou um repto no Twitter: "Se foste abusada sexualmente ou assediada escreve 'me too' como resposta a este tweet". Acordou na manhã seguinte e tinha 55 mil respostas e a hashtag #MeToo já era a mais usada no Twitter, em mais de 80 países. Desde então que tem estado activamente envolvida na defesa das vítimas.
Em Outubro de 2017, a actriz Alyssa Milano lançou um repto no Twitter: "Se foste abusada sexualmente ou assediada escreve 'me too' como resposta a este tweet". Acordou na manhã seguinte e tinha 55 mil respostas e a hashtag #MeToo já era a mais usada no Twitter, em mais de 80 países. Desde então que tem estado activamente envolvida na defesa das vítimas.
O caso que envolve a cantora Taylor Swift é de Agosto de 2017, anterior ao aparecimento do movimento MeToo, mas ainda assim ficaria ligado a ele. Um tribunal norte-americano deu razão a Swift no processo em que a cantora acusou um apresentador de rádio de a ter apalpado durante uma sessão de autógrafos. O apresentador foi obrigado a pagar à cantora a indemnização (simbólica) exigida: um dólar. O advogado de Swift, Douglas Baldridge, afirmou que o objectivo da cantora não era levar o acusado à falência, mas mostrar que é possível denunciar uma agressão sem medo de enfrentar um processo do atacante. “Significa que ‘não é não’ e diz a todas as mulheres que elas é que decidem o que toleram que se faça aos seus corpos”, afirmou Baldridge.
O caso que envolve a cantora Taylor Swift é de Agosto de 2017, anterior ao aparecimento do movimento MeToo, mas ainda assim ficaria ligado a ele. Um tribunal norte-americano deu razão a Swift no processo em que a cantora acusou um apresentador de rádio de a ter apalpado durante uma sessão de autógrafos. O apresentador foi obrigado a pagar à cantora a indemnização (simbólica) exigida: um dólar. O advogado de Swift, Douglas Baldridge, afirmou que o objectivo da cantora não era levar o acusado à falência, mas mostrar que é possível denunciar uma agressão sem medo de enfrentar um processo do atacante. “Significa que ‘não é não’ e diz a todas as mulheres que elas é que decidem o que toleram que se faça aos seus corpos”, afirmou Baldridge.
É um dos rostos masculinos no coro de denúncias. O actor e ex-jogador de futebol americano Terry Crews revelou no programa televisivo da manhã da ABC que também ele foi vítima de assédio e chegou a apresentar queixa contra um "executivo de alto nível de Hollywood". O ex-atleta disse que esquecera o incidente até se tornar conhecido o caso Weinstein, há mais de um mês. Na altura, Crews pensou: "Oh, meu Deus, isto foi exactamente o que aconteceu comigo. Compreendo por que não falaram mais cedo." Agora, houve essa crítica – por que não disse nada antes? "Eu não vou ser humilhado. Não fui eu que fiz nada de errado", conclui.
É um dos rostos masculinos no coro de denúncias. O actor e ex-jogador de futebol americano Terry Crews revelou no programa televisivo da manhã da ABC que também ele foi vítima de assédio e chegou a apresentar queixa contra um "executivo de alto nível de Hollywood". O ex-atleta disse que esquecera o incidente até se tornar conhecido o caso Weinstein, há mais de um mês. Na altura, Crews pensou: "Oh, meu Deus, isto foi exactamente o que aconteceu comigo. Compreendo por que não falaram mais cedo." Agora, houve essa crítica – por que não disse nada antes? "Eu não vou ser humilhado. Não fui eu que fiz nada de errado", conclui.
Poucos dias depois da publicação do explosivo artigo no New York Times que detalhava como Harvey Weinstein tinha silenciado as mulheres que o acusavam de assédio sexual durante décadas, a modelo e actriz britânica partilhou a sua história através das redes sociais. "Senti-me envergonhada com o que aconteceu e não quis arruinar publicamente a vida de alguém, apesar de terem arruinado a minha em privado", escreveu no Twitter.
Poucos dias depois da publicação do explosivo artigo no New York Times que detalhava como Harvey Weinstein tinha silenciado as mulheres que o acusavam de assédio sexual durante décadas, a modelo e actriz britânica partilhou a sua história através das redes sociais. "Senti-me envergonhada com o que aconteceu e não quis arruinar publicamente a vida de alguém, apesar de terem arruinado a minha em privado", escreveu no Twitter.
A primeira acusação contra o juiz norte-americano Brett Kavanaugh veio de Christine Blasey Ford, uma professora universitária da Califórnia, que afirma que este a tentou violar em 1982, quando tinha 17 anos. Dias depois, uma colega de universidade de Kavanaugh, Deborah Ramirez, veio a público dizer que durante o ano académico de 1983/84, este terá colocado o pénis junto à sua cara. Uma terceira mulher veio também acusar o juiz de ter cometido vários abusos sexuais, no início da década de 1980, inclusive de ter estado presente numa violação em grupo. Kavanaugh tem negado todas as acusações e contado com o apoio de Donald Trump.
A primeira acusação contra o juiz norte-americano Brett Kavanaugh veio de Christine Blasey Ford, uma professora universitária da Califórnia, que afirma que este a tentou violar em 1982, quando tinha 17 anos. Dias depois, uma colega de universidade de Kavanaugh, Deborah Ramirez, veio a público dizer que durante o ano académico de 1983/84, este terá colocado o pénis junto à sua cara. Uma terceira mulher veio também acusar o juiz de ter cometido vários abusos sexuais, no início da década de 1980, inclusive de ter estado presente numa violação em grupo. Kavanaugh tem negado todas as acusações e contado com o apoio de Donald Trump.
A actriz revelou ter sido atacada ppelo produtor Harvey Weinstein num hotel em Londres, há mais de 15 anos, mas também revelou um episódio anterior de violação, ocorrido quando tinha apenas 16 anos. “Mão mereces uma bala", afirmaria a actriz referindo-se a Weinstein.
A actriz revelou ter sido atacada ppelo produtor Harvey Weinstein num hotel em Londres, há mais de 15 anos, mas também revelou um episódio anterior de violação, ocorrido quando tinha apenas 16 anos. “Mão mereces uma bala", afirmaria a actriz referindo-se a Weinstein.
Em Outubro de 2017, o actor Anthony Rapp, actualmente a trabalhar na série Star Trek: Discovery, acusou Kevin Spacey de assédio e de o tentar seduzir quando tinha apenas 14 anos (há mais de 30 anos). Kevin Spacey tentou pedir desculpas pelo sucedido, mas já não conseguiu escapar ao efeito catalisador do caso Harvey Weinstein e ao início do movimento #MeToo. Seguiram-se outras acusações de assédio sexual e investidas sexuais não desejadas. Muitos acusadores afirmam que eram menores de idade à data dos acontecimentos, que muitas vezes aconteciam em festas na casa do actor, bares e pubs.
Em Outubro de 2017, o actor Anthony Rapp, actualmente a trabalhar na série Star Trek: Discovery, acusou Kevin Spacey de assédio e de o tentar seduzir quando tinha apenas 14 anos (há mais de 30 anos). Kevin Spacey tentou pedir desculpas pelo sucedido, mas já não conseguiu escapar ao efeito catalisador do caso Harvey Weinstein e ao início do movimento #MeToo. Seguiram-se outras acusações de assédio sexual e investidas sexuais não desejadas. Muitos acusadores afirmam que eram menores de idade à data dos acontecimentos, que muitas vezes aconteciam em festas na casa do actor, bares e pubs.