Traficantes oferecem recompensa pela morte de uma cadela-polícia

Sombra já "custou" nove toneladas de cocaína a um dos grupos criminosos mais violentos da Colômbia.

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LUSA/COLOMBIAN ANTI-NARCOTICS POLICE HANDOUT
No aeroporto de Bogotá, Sombra detecta droga, mas também tira fotografias com crianças e adultos
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No aeroporto de Bogotá, Sombra detecta droga, mas também tira fotografias com crianças e adultos LUSA/COLOMBIAN ANTI-NARCOTICS POLICE HANDOUT

Sombra é o nome de uma cadela pastor alemão de seis anos que trabalha para a brigada anti-narcóticos da polícia colombiana. E o nome de uma agente canina especialmente talentosa: a Sombra já levou à apreensão de nove toneladas de cocaína e à detenção de 245 pessoas. Agora, e devido ao seu faro excepcionalmente apurado, a cadela alvo da ira do cabecilha de um dos grupos criminosos mais perigosos do país, que anunciou a oferta de uma recompensa choruda para quem conseguir matá-la. O animal foi entretanto levado para outro local e encontra-se sob forte protecção. 

Ao longo de três anos de carreira, a Sombra “participou em quase 300 operações” anti-droga em portos de todo o país, conta o coronel Tito Castellanos, vice-director da brigada anti-narcóticos, à cadeia colombiana RCN. A sua prestação já lhe valeu duas medalhas de mérito — e uma terceira pode estar a caminho, de acordo com o resposável policial, citado pela CNN.

Dairo Antonio Úsuga, também conhecido como Otoniel, é o cabecilha dos Urabeños, um dos maiores grupos criminosos da Colômbia e um dos homens mais procurados do país. Otoniel pede agora a cabeça desta agente canina — e oferece 200 milhões de pesos (cerca de 60 mil euros) a quem a conseguir matar. É que Sombra tem causado tanto prejuízo ao grupo que passou a ser chamada de “tormento de Otoniel”, escreveu a polícia colombiana num tweet. 

Devido a esta ameaça, Sombra deslocada para a capital, Bogotá, e mais precisamente para o aeroporto internacional da cidade, fora da zona de influência dos Urabeños, activos sobretudo no noroeste do país. Aí, é vigiada pelo treinador de sempre, José Rojas, e por outros agentes da polícia. No aeroporto, passa a maior parte do tempo no terminal de carga, em busca de substâncias ilícitas. E agora, em relativa segurança, tem também posado para fotografias de fãs.