Diamantino é titular no Curtas Vila do Conde

Longa de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt premiada em Cannes abre o festival a 14 de Julho.

Semana Internacional da Crítica, 2018 Cannes Film Festival, Cannes, Film
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Gabriel Abrantes Rui Gaudencio

E, depois do prémio da Semana da Crítica em CannesDiamantino vê o grande écrã português pela primeira vez em abertura do Curtas Vila do Conde.

A 14 de Julho, a sessão de arranque do certame nortenho, que chega este ano à 26.ª edição, cabe à estreia na longa-metragem de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt,  com Carloto Cotta no papel de um ídolo do futebol em apuros – o titular Diamantino, inspirado por Cristiano Ronaldo mas também pelo romancista David Foster Wallace. 

Abrantes, que veio do mundo das artes plásticas para o cinema e é um dos jovens realizadores portugueses actualmente mais reconhecidos no estrangeiro, tem sido presença regular, praticamente anual, no Curtas, onde já mostrou nove das suas curtas. Venceu o prémio de realização dois anos seguidos – em 2017 por Os Humores Artificiais e em 2016 por A Brief History of Princess X – e teve também uma menção honrosa em 2011 com Fratelli. Será a primeira ocasião de ver Diamantino em sala entre nós, visto que a estreia comercial apenas terá lugar em Novembro.

Gabriel Abrantes não é o único habitué a regressar este ano à programação do Curtas, que decorre de 14 a 22 de Julho. Também o francês Yann Gonzalez, um dos “autores” seguidos desde o início pelo festival (que mostrou todas as curtas que realizou até hoje), mostra a sua segunda longa-metragem – Un Couteau dans le coeur, filme também oriundo de Cannes 2018 (onde teve estreia na secção competitiva), com Vanessa Paradis no papel principal.

Gonzalez foi já premiado duas vezes no Curtas – em 2017 por Les Îles e em 2006 pela sua estreia, By the Kiss – e assinou um dos filmes encomendados pelo festival pelo seu 20.º aniversário, Land of My Dreams. Para além de mostrar Un Couteau dans le coeur, Gonzalez, que estará presente em Vila do Conde, irá também apresentar uma sessão de “carta branca” onde exibirá filmes de colegas com uma sensibilidade transgressiva próxima da sua (como Bertrand Mandico) ou inspirações e raridades do seu cinema (Jack Smith ou Christian Boltanski).