Progressões chegaram a 102 mil funcionários públicos até Abril

Frente Comum diz que número é insuficiente, face aos 400 mil que deveriam progredir na carreira.

Frente Comum, coordenada por Ana Avoila, foi a primeira organização sindical a reunir com o Governo
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Frente Comum, coordenada por Ana Avoila, foi a primeira organização sindical a reunir com o Governo ENRIC VIVES-RUBIO

Cerca de 102 mil trabalhadores da Administração Pública receberam até final de Abril o acréscimo salarial decorrente do descongelamento das progressões, adiantou nesta quinta-feira Ana Avoila, dirigente da Frente Comum de Sindicatos, à saída de uma reunião com a secretária de Estado da Administração Pública, Fátima Fonseca.

Para Ana Avoila, o número é insuficiente, tendo em conta o universo de "mais de 400 mil" que, segundo a sindicalista, já deviam ter tido direito à progressão. "O Governo só não aplicou a todos [o descongelamento das carreiras] porque não quis", sublinhou.

Segundo o Governo, cerca de 80% dos funcionários públicos terão direito a progredir este ano, mas os sindicatos têm falado em atrasos. O acréscimo salarial decorrente do descongelamento das carreiras é pago em quatro vezes, durante dois anos: os primeiros 25% em Janeiro de 2018, os segundos em Setembro, depois em Maio de 2019 e a última fracção em Dezembro.

Além do balanço das progressões, a ronda de reuniões que estão a decorrer nesta quinta-feira no Ministério das Finanças abordará também a revisão das carreiras da área da fiscalização, informática e inspecção.

Sobre esse assunto, “não se avançou nada e não estamos disponíveis para aceitar esse processo", afirmou a líder da Frente Comum, adiantado que a secretária de Estado não apresentou uma proposta concreta mas apenas alguns tópicos e "critérios de intenção".

Ana Avoila explicou que, por exemplo, no caso das carreiras de inspecção, o Governo pretende criar um diploma único para integrar todas as carreiras, como as da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), ASAE ou inspecção das pescas, "que são todas muito diferentes", contestou a sindicalista.

Além da negociação sobre carreiras, a ordem de trabalhos das reuniões integra ainda o tema da saúde ocupacional.