Pelo menos 14 feridos em incêndio no edifício da embaixada de Portugal em Estocolmo

Há, pelo menos, 14 feridos, avança a Radio Sweden. Ministro dos Negócios Estrangeiros português fala em “gesto criminoso” de fogo posto, mas afasta, por ora, a hipótese de acto terrorista. Há um detido.

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O edifício onde deflagrou o incêndio abriga as embaixadas de Portugal, Tunísia e Argentina em Estocolmo LUSA/Fredrik Sandberg
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Um incêndio deflagrou nesta quarta-feira no edifício da embaixada de Portugal em Estocolmo e pelo menos 14 pessoas ficaram feridas, noticiou a Radio Sweden. A polícia sueca fez uma detenção no centro de Estocolmo.

“Um grande incêndio está em curso na embaixada de Portugal em Estocolmo. Duas pessoas estão feridas e o edifício, que abriga também as embaixadas da Tunísia e da Argentina, está a ser evacuado”, lê-se na mensagem colocada na conta no Twitter da rádio. A Radio Sweden é o serviço noticioso em língua inglesa da Radio Sverige, a emissora estatal sueca. A informação sobre os feridos foi entretanto actualizada. 

Cerca de 60 bombeiros estão no local a combater as chamas, de acordo com a mesma rádio. 

As autoridades avançam a hipótese de se tratar de fogo posto e procuram um homem, com cerca de 50 anos, que será o principal suspeito. 

Contactada pela Lusa, a assessora do ministro dos Negócios Estrangeiros português confirmou o incêndio, mas disse não estar em condições de confirmar a existência de feridos. “Estamos a recolher informações”, disse.

Ministro dos Estrangeiros afasta acto terrorista

O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou entretanto que o incêndio na embaixada em Estocolmo foi um “gesto criminoso” de fogo posto por um “homem desconhecido”, mas que as autoridades portuguesas afastam, por ora, a hipótese de acto terrorista.

“Tudo leva a crer que terá sido um acto isolado de uma pessoa que estava perturbada e que se encontra em fuga. Exigiu falar com o responsável da secção consular, um pedido que foi satisfeito, mas antes mesmo da conversa que tinha exigido teve este gesto criminoso de provocar um incêndio, fugindo ao mesmo tempo”, disse Augusto Santos Silva numa conferência de imprensa ao lado do secretário-geral da Liga Árabe, em Lisboa.

Questionado sobre a forma como o Governo português está a encarar o caso de fogo posto, o ministro disse que se tratou de “um incidente”.

“Neste momento, todas as informações que temos apontam para a pista de uma pessoa que se encontrava perturbada, portanto um acto tresloucado, de uma pessoa cujo móbil ainda não conhecemos”, disse o chefe da diplomacia portuguesa.

“Com a informação que temos, não há nenhuma indicação de que seja incidente de natureza terrorista. Parece ser um caso isolado de uma pessoa que está perturbada e não sabemos por que é que decidiu canalizar a sua perturbação para a secção consular da embaixada portuguesa em Estocolmo”, referiu.

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