Torne-se perito

Fogo em automóvel condiciona trânsito no Túnel do Marão

GNR foi mobilizada para o local, onde está a ser feita a limpeza da via.

O automóvel ardeu cerca de um quilómetro depois da entrada na infra-estrutura
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O automóvel ardeu cerca de um quilómetro depois da entrada na infra-estrutura Nelson Garrido

O incidente ocorreu na galeria sul, sentido Amarante-Vila Real, e o alerta foi dado às 11h52, segundo fonte da Infra-estruturas de Portugal. O trânsito chegou a estar cortado nos dois sentidos, mas já é possível circular na galeria norte (Vila Real-Amarante). A via sul encontra-se ainda com uma das vias condicionada.

O automóvel imobilizou-se no túnel, aa cerca de um quilómetro da entrada. O fogo começou a ser combatido pelo proprietário, que usou um extintor, depois auxiliado pelo operador da unidade móvel afecta ao Túnel do Marão. O protocolo de emergência interno foi activado e para o local foram enviados os bombeiros de Vila Real e de Amarante. O incêndio foi dado como extinto às 12h15. 

Este é já o terceiro incidente do género que ocorre dentro do túnel de 5665 metros, inserido na Auto-estrada n.º 4 (A4). A 11 de Junho ardeu um autocarro e, dois meses depois, ardeu também um automóvel ligeiro. Nos dois casos não se registaram vítimas, contudo, a infra-estrutura ficou fechada ao trânsito por diferentes períodos de tempo.

Na sequência do primeiro incidente, o secretário de Estado da Protecção Civil ordenou a realização de um inquérito pela Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). As conclusões deste inquérito foram conhecidas na semana passada e revelam um “hiato temporal” de 36 minutos entre o alerta inicial e o início do combate e aconselha uma revisão dos procedimentos para agilizar a chegada dos meios.

O relatório referiu ainda que é preciso “aperfeiçoar os procedimentos previstos em matéria de evacuação” e aponta situações caricatas tais como o número de telefone do contacto da IP estar errado no plano de intervenção da infra-estrutura rodoviária.

Entretanto, o Governo determinou precisamente a revisão “com urgência”, até 31 de Março, dos planos de emergência interno e de intervenção no Túnel do Marão, a elaboração de um plano de prevenção e a posterior realização de um simulacro de incêndio.

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