Inspecção investiga viagens de finalistas por suspeitas de promoção nas escolas

Promoção dentro das escolas é proibida. Investigação está em fase de conclusão.

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Rui Gaudêncio

A Inspecção-geral de Educação e Ciência (IGEC) está a realizar dezenas de actos inspectivos à promoção de viagens de finalistas após denúncia que muitas tenham sido realizadas "em contexto escolar", o que é proibido, conta o Jornal de Notícias nesta terça-feira.

Os inspectores já interrogaram presidentes de associações de estudantes e directores de escolas sobre a forma como são promovidas, negociadas e preparadas as viagens de finalistas previstas para as férias da Páscoa, em Abril. As denúncias comunicadas à Inspecção-geral de Educação e Ciência relatam que as escolas cedem instalações e promovem reuniões entre empresas e pais.

“Podem dizer que há lóbis entre as agências de viagens e as associações de estudantes, mas nunca vi nem sei de nada estranho”, garante Fátima Pinho, presidente da federação Nacional das Associações de Estudantes, que destaca ainda as vantagens das viagens, que, diz, “de uma maneira geral correm muito bem”.

De acordo com o mesmo jornal, que cita uma fonte não identificada do Ministério da Educação, o trabalho estará já “em fase de conclusão”. Os números fornecidos pelas agências de viagens registam um aumento de participação nas viagens de finalistas do 12.º ano face a 2017. Estima-se que, este ano, cerca de 20 mil estudantes viajem até Benalmadena e Marina D’or.

Agência e hotel de Torremolinos ainda em tribunal

A empresa Slide in Travel e o hotel Pueblo Camino Real, em Torremolinos, ainda estão em tribunal para resolver os danos causados por várias centenas de estudantes portugueses do ensino secundário, na viagem de finalistas do ano passado. À data, as autoridades espanholas falavam em estragos avaliados na ordem dos 50 mil euros. A acção que decorre no tribunal deve-se ao facto de  a unidade hoteleira a 20 quilómetros de Málaga, no sul de Espanha, se recusar a devolver a caução paga pelos estudantes portugueses. Na altura, os alunos disseram que os estragos foram mínimos e que surgiram num acto de "revolta" contra a gerência do hotel.

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