Acções dos CTT recuam 9% após Anacom reforçar exigências

Títulos da empresa de correios reagiram ao aumento de critérios de exigência impostos pelo regulador para o serviço postal universal. O tema CTT está hoje em debate no Parlamento

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fabio augusto

As acções da empresa CTT – Correios de Portugal encerraram a negociação desta sexta-feira, 12 de Janeiro, a recuar 9,25%, para 3,49 euros. Negociaram-se esta manhã mais de 1,3 milhões de acções dos CTT, avançou a Reuters.

O índice PSI-20, que integra os CTT e outras 18 cotadas actualmente registou uma descida ligeira, contudo, de 0,37%, sustentado sobretudo pela Jerónimo Martins (segunda maior cotada, após a Galp), que terminou a sessão com uma subida de 4,4% dos títulos, para 17,31 euros, após apresentar ontem dados preliminares de venda relativas a 2017, que progrediram 11%, para 16,27 mil milhões de euros.

A sessão desta sexta-feira foi a primeira após a Anacom ter anunciado que vai aumentar os critérios de qualidade para avaliar a prestação do serviço postal universal, que os CTT têm, sob concessão do Estado, até 2020.

A equipa liderada por João Cadete de Matos (que tal como os representantes sindicais e da comissão de trabalhadores dos Correios irá esta sexta-feira à Assembleia da República) divulgou ontem, após o fecho, novos critérios de exigência para a prestação do serviço universal postal.

No período entre 1 de Julho de 2018 e final de 2020, “os CTT irão estar obrigados ao cumprimento de um conjunto de 24 indicadores de qualidade de serviço, que comparam com os 11 indicadores anteriores”.