AR unânime no pesar por Zé Pedro, a “referência” de todas as gerações. “Para sempre”

Músico homenageado pelos deputados, com os Xutos & Pontapés na galeria. “Um homem de qualidades invulgares, com uma generosidade contagiante”, que “ouvia os outros” e “sorria”.

Zé Pedro é um “símbolo de uma geração que se transformou numa referência de todas as gerações”, considera a Assembleia da República num voto de pesar pelo falecimento do guitarrista dos Xutos & Pontapés proposto pelo presidente Eduardo Ferro Rodrigues.

O voto, aprovado por unanimidade no final da sessão plenária desta quinta-feira, foi seguido de uma longa salva de palmas, com os deputados todos de pé, pvirados para a galeria onde estavam a mulher de Zé Pedro, quatro irmãos e os elementos dos Xutos & Pontapés.

Citando o título do PÚBLICO “O nosso eterno cavalheiro do rock’n’roll” o texto assinala que Zé Pedro foi “um músico, um divulgador de músicas e de músicos, apaixonado pela vida e com uma curiosidade insaciável sobre os movimentos do mundo e as novas tendências pop e rock. Ia aos concertos dos outros; Zé Pedro, acima de tudo, ouvia os outros. E sorria.”

O guitarrista e alma dos Xutos assinou alguns dos temas icónicos da banda que foi condecorada com a Ordem de Mérito pelo Presidente Jorge Sampaio. Entre eles contam-se Submissão, mas também N’América e Não sou o único, incluídos no álbum de 1987, Circo de Feras, que consagrou definitivamente a banda e a levou para a “linha da frente da cena musical portuguesa”.

Nascido José Pedro Amaro dos Santos Reis, em Lisboa, em 1956, o fundador dos Xutos & Pontapés em 1979 era um “homem de qualidades invulgares, com uma generosidade contagiante”.

“Não será exagerado considerá-lo um dos ícones da cultura popular contemporânea”, lê-se ainda no texto, que remata com um “Para sempre” - como se cantou à saída do seu corpo, num sábado de sol, à saída do seu corpo do antigo Museu dos Coches para o Mosteiro dos Jerónimos. 

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