Costa visita unidade de queimados em Coimbra e reúne-se com autarcas da região

Depois da visita ao hospital, o primeiro-ministro vai encontrar-se com autarcas de algumas das regiões mais afectadas pelos incêndios, como Lousã, Arganil, Penacova, Oliveira do Hospital ou Mortágua.

António Costa na comunicação que fez ao país na segunda-feira, depois das centenas de incêndios que atingiram o solo nacional
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António Costa na comunicação que fez ao país na segunda-feira, depois das centenas de incêndios que atingiram o solo nacional LUSA/ANTÓNIO COTRIM

O primeiro-ministro desloca-se na manhã desta terça-feira à Unidade de Queimados de Celas dos Hospitais Universitários de Coimbra, onde se encontram alguns dos feridos dos incêndios de domingo, e reúne-se depois com autarcas dos distritos de Coimbra e Viseu.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro referiu à agência Lusa que António Costa chegará à Unidade de Queimados de Celas dos Hospitais da Universidade de Coimbra por volta das 10h45, e que ali contactará com alguns dos feridos dos incêndios de domingo.

Ainda antes do almoço, António Costa seguirá para a Lousã, onde se reunirá na Câmara Municipal deste concelho do distrito de Coimbra com os autarcas das zonas mais afectadas pelos incêndios de domingo para fazer uma avaliação da extensão da destruição provocada pelas chamas.

Na reunião, segundo o gabinete do primeiro-ministro, estarão presentes os presidentes das câmaras da Lousã, Arganil, Góis, Vila Nova de Poiares e Penacova. Ao início da tarde, em Oliveira do Hospital, o primeiro-ministro reúne-se com os com os presidentes das câmaras de Oliveira do Hospital, Santa Comba Dão, Tábua e Mortágua.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo — o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades — provocaram pelo menos 36 mortos, sete desaparecidos, 62 feridos (15 deles graves), além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois dos incêndios de Junho em Pedrógão Grande, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.