Detidas duas pessoas suspeitas de atear incêndios florestais

Uma mulher e um jovem foram detidos por suspeita de terem ateado fogo respectivamente em Nespereira e em Idanha-a-Nova.

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LUSA/PAULO CUNHA

Duas pessoas foram detidas por suspeita de atear incêndios, soube-se esta quarta-feira. A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de uma mulher suspeita de atear dois incêndios florestais em Nespereira, concelho de Cinfães. Já a GNR divulgou que deteve um jovem de 19 anos que poderá ter sido o autor de vários focos de incêndio em Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco.

Em comunicado, a PJ explica que a detenção da mulher de 48 anos, uma agricultora, “foi o culminar de diligências desenvolvidas para identificar a autora, na sequência da deflagração de incêndios em zona florestal”, próximo da zona urbana.

Os dois incêndios ocorreram no dia 5 deste mês, consumindo uma área florestal de 4000 metros quadrados, colocando em risco várias habitações. Segundo a PJ, ambos os incêndios foram provocados com o recurso a fósforos, “num aparente quadro de desequilíbrio mental”.

A detida vai ser presente às autoridades para a realização de um primeiro interrogatório e para a aplicação das medidas de coação. Esta detenção resultou da colaboração entre a Polícia Judiciária e a GNR de Lamego.

O rapaz de 19 anos foi detido na terça-feira, na sequência de uma investigação realizada após a deflagração de um incêndio na noite de sábado para domingo, disse fonte da GNR de Castelo Branco à Lusa. O jovem é ainda suspeito de ser o autor "de outra série de ignições" que aconteceram naquele concelho.

O jovem, que na terça-feira foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência, foi nesta quarta-feira presente ao tribunal judicial de Castelo Branco para determinação de outras eventuais medidas de coação.

Desde o início deste ano, já foram detidas 62 pessoas pelos crimes de incêndio florestal, sendo que nove delas eram mulheres.

Até ao dia 10 de Agosto deste ano, encontravam-se detidos, por terem sido já condenados ou por esperaram julgamento, 45 pessoas acusadas de incêndio florestal.

Texto editado por Hugo Daniel Sousa