Torne-se perito

Falha na British Airways terá sido causada por funcionário que desligou a corrente

Trabalhador estava a fazer a manutenção num data center da companhia. Mais de 75 mil passageiros ficaram em terra, entre sábado e segunda-feira.

O problema afectou sobretudo os aeroportos de Heathrow e Gatwick
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O problema afectou sobretudo os aeroportos de Heathrow e Gatwick ANDY RAIN/LUSA

A falha informática que, no fim-de-semana passado, deixou 75 mil passageiros da British Airways em terra terá sido provocada por um funcionário que estava a fazer manutenção num dos data centers da transportadora aérea britânica e que, inadvertidamente, desligou a corrente eléctrica.

A informação é avançada nesta sexta-feira pelo jornal londrino Times, que cita uma fonte da British Airways. Segundo essa fonte, a central estava a funcionar perfeitamente e não foi detectado qualquer problema técnico, reforçando que a falha no sistema informático teve origem na quebra de alimentação de energia eléctrica provocada pelo funcionário da manutenção. Assim, a investigação ao incidente deverá ser focada na hipótese de erro humano e não de falha técnica.

A falha informática levou ao cancelamento de mais de 1000 voos da British Airways e poderá custar mais de 100 milhões de libras (114 milhões de euros) à companhia aérea, segundo o jornal The Guardian. Reembolso das viagens, alojamento, refeições e custos dos negócios que ficaram por realizar são algumas das parcelas incluídas pelos peritos nestas contas.

A situação afectou sobretudo os aeroportos de Heathrow e Gatwick, entre sábado e segunda-feira, dia de feriado no Reino Unido, pelo que mais famílias tinham viagens marcadas. Na terça-feira, com o reforço do número de voos, a companhia assegurava que a operação tinha regressado à normalidade. A British Airways admitiu que o problema afectou 75 mil pessoas, mas o jornal The Telegraph assegura que há pelo menos 100 mil passageiros envolvidos.

Desde o início que a companhia aérea britânica negou que a falha informática tivesse tido origem num ciberataque. O CEO da empresa, Alex Cruz, garantiu que tudo apontava para que o problema tivesse começado com uma falha no abastecimento de energia.

Na sequência desta falha, uma das maiores confederações sindicais britânicas, a GMB, atribuiu o problema aos cortes que a companhia fez nos últimos tempos, nomeadamente com reduções na área das tecnologias da informação e outsorcing do trabalho para a Índia. Ao Times, um funcionário da transportadora garantiu que desde Março do ano passado a empresa tenha ficado com menos 600 trabalhadores ligados à área das tecnologias.

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