Investigação à EDP e REN: António Mexia é um dos quatro arguidos

O presidente executivo da EDP foi indiciado por corrupção na investigação do DCIAP sobre as compensações que a empresa negociou em 2007 com o Governo de José Sócrates.

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Daniel Rocha

O presidente executivo da EDP, António Mexia, foi constituído arguido na investigação do Departamento Central de Investigação Criminal e Acção Penal (DCIAP) aos contratos entre o Estado e a EDP sobre rendas garantidas (os chamados CMEC). A notícia, avançada pela TVI e pela SIC Notícias, foi confirmada pelo PÚBLICO e mais tarde pelo próprio DCIAP.

O administrador da EDP (e presidente da EDP Renováveis) João Manso Neto é outro dos quatro arguidos do caso, confirmou o PÚBLICO junto da PJ. Ao final da tarde, o DCIAP acrescentou em comunicado os outros dois arguidos: João Conceição e Pedro Furtado.

“No decurso da operação realizada, esta sexta-feira, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Acção Penal foram constituídos quatro arguidos: António Mexia, João Conceição, João Manso Neto e Pedro Furtado”, lê-se na nota do DCIAP. “Foi, igualmente, recolhida vasta documentação e informação digital.”

O Ministério Público esteve esta sexta-feira a realizar buscas na sede da EDP, da REN e da consultora Boston Consulting Group, tendo anunciado entretanto que estão em causa "factos susceptíveis de integrarem os crimes de corrupção activa, corrupção passiva e participação económica em negócio”. O Ministério Público está a trabalhar com a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Contactada, a EDP, que já tinha confirmado as buscas, escusou-se a fazer comentários sobre as eventuais acusações a Mexia e Manso Neto.

A SIC avança outro nome, o de Rui Cartaxo, actual presidente da administração do Novo Banco, que esteve na liderança executiva da REN até 2014.