Estação de metro de Arroios, em Lisboa, fecha para obras em Julho

As obras de ampliação da estação vão custar mais 1,3 milhões de euros do que o inicialmente previsto. Ministro do Ambiente diz que Carris foi a única empresa que não conseguiu recuperar passageiros em 2016.

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Com o encerramento da estação de Arroios para obras, voltam a circular seis carruagens na linha verde

A estação de metro de Arroios, em Lisboa, vai fechar a 19 de Julho para que sejam feitas as obras de ampliação já prometidas pela administração do Metropolitano de Lisboa. A data foi esta quarta-feira adiantada pelo ministro do Ambiente, ouvido no parlamento na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas.

"A partir do Verão, conjugado com o encerramento para obras de Arroios, que está previsto para 19 de Julho, as melhorias serão sentidas por todos, também porque a recuperação das carruagens começa a dar frutos e os problemas da bilhética fazem parte do passado", disse João Matos Fernandes.

O reduzido tamanho do cais da estação de Arroios, na linha verde, impede que nesta linha circulem as seis carruagens habituais – circulam apenas três. A reposição do número de carruagens é uma das reivindicações da Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa, dada a enchente gerada em hora de ponta ao longo de toda a linha que liga o Cais do Sodré a Telheiras. Esta estação fecha em ocasiões excepcionais de maior fluxo de passageiros, como foi o caso da Web Summit, para permitir a circulação de seis carruagens.

As obras de ampliação vão custar 5,9 milhões de euros, mais 1,3 milhões de euros do que o inicialmente previsto, e ter a duração de dois anos. Depois das obras, a estação terá um cais de 105 metros e elevadores no átrio norte, com acesso à Praça do Chile.

Ainda sobre o metro de Lisboa, o ministro destacou que, em 2016, os progressos foram “pouco expressivos”, dado que o número de utentes aumentou 10% nesse período. “Estamos a fazer melhor [este ano], mas só a partir do Verão podemos dizer que a situação melhorou”, acredita Matos Fernandes.

O ministro recordou aos deputados que os novos trabalhadores estão em formação, o que vai permitir a entrada de 30 novos maquinistas.

Carris continua a perder passageiros

A Carris foi a única empresa de transportes que "não conseguiu inverter a degradação do número de passageiros” no ano passado, disse o ministro do Ambiente. Ouvido na comissão a pedido do PSD para debater a passagem da gestão da Carris para a Câmara de Lisboa, Matos Fernandes admitiu que a empresa pública viu o número de passageiros diminuir de 145 para 141 milhões no conjunto de 2016.

Na comissão, vários deputados chamaram a atenção para o aumento das queixas dos transportes no portal da Deco, segundo os dados divulgados esta quarta-feira. Em 2015, foram registadas 354 reclamações, número que escalou para perto de três mil no ano passado. Uma larga maioria (2141) referia-se aos transportes na Área Metropolitana de Lisboa. Com Lusa

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