Três polícias mortos em tiroteio na capital da Luisiana

Atirador foi abatido e segundo o chefe da polícia do Lousiana agiu sozinho.

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A polícia tem a estrada bloqueada depois do tiroteio deste domingo JOE PENNEY/Reuters
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Pelo menos três polícias foram abatidos a tiro e outros três ficaram feridos neste domingo durante um tiroteio em Baton Rouge, a capital do estado norte-americano de Luisiana, indica um comunicado da polícia. Inicialmente falou-se em sete feridos. O atirador também foi abatido, segundo um comunicado divulgado durante a tarde pelo gabinete do xerife Sid Gautreaux. 

Segundo fontes policiais disseram à CNN, o atirador que foi morto tinha 29 anos e fazia anos neste domingo. As autoridades confirmaram depois que o seu nome era Gavin Long.

O chefe da polícia do Louisiana, coronel Mike Edmonson, esclareceu que não existem outros atirados envolvidos no tiroteio de Baton Rouge. Este responsável confirmou também a informação dada horas antes pelo gabinete do xerife local. O homem que matou três políticas e feriu outros três “foi morto”, mas não foram ainda explicitados quais os motivos do tiroteio. As autoridades farão um novo ponto de situação nesta segunda-feira, por volta das 18h00 TMG.

O Presidente Obama já condenou o tiroteio, que classificou como um "acto cobarde". “Ainda não sabemos os motivos para este ataque, mas vou ser claro: não há justificação para a violência contra os agentes da lei. Nenhuma. Estes ataques são obra de cobardes”, declarou Obama, numa nota tornada pública pela Casa Branca, onde o Presidente deverá falar ainda neste domingo sobre o sucedido em Baton Rouge. 

Não se sabe ainda se o tiroteio deste domingo tem alguma relação com a morte recente, por agentes policiais, de dois homens negros, um em Baton Rouge, outro no Minnesota. Uma fonte policial indicou, contudo, à CNN que o tiroteio deste domingo não parece ter motivações raciais. 

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PÚBLICO -
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O presidente da Câmara Kip Holden indicou que se tratou de uma armadilha. Segundo o jornal USA Today, os polícias viram-se envolvidos no tiroteio depois de terem respondido a uma chamada dando conta das movimentações de um homem armado na Airline Highway. Segundo outros relatos, a polícia acorreu ao local depois de ter sido alertada para um tiroteio já em curso.

Fonte da polícia adiantou à CNN que dois outros homens, que estarão em fuga, poderão ter também participado no tiroteio contra os agentes policiais. Testemunhas no local tinham falado apenas de um atirador, o que foi confirmado posteriormente pelo chefe da polícia do Louisiana. A polícia utilizou um robot especial para procurar explosivos junto do corpo do atirador abatido. Um robot idêntico foi utilizado na semana passada em Dalas para matar um atirador furtivo que disparou contrea cinco polícias.

A polícia de Baton Rouge fez um apelo à população para informarem as autoridades se virem pessoas vestidas de preto e que empunhem espingardas. Uma testemunha relatou à televisão local WBRZ que um homem vestido de preto, com a cara encoberta, disparou indiscriminadamente enquanto se deslocava de uma loja de conveniência para um posto de lavagem de carros, na Hammond Air Plaza.

Um dos agentes feridos em Baton Rouge este domingo encontra-se em estado crítico. 

A polícia de Baton Rouge tem estado sob escrutínio desde a morte de um homem negro de 37 anos, Arlon Sterling, que foi abatido por polícias no início do mês, quando se encontrava a vender CD à porta de uma loja de conveniência.

A contestação à actuação da polícia nos Estados Unidos subiu novamente de tom porque, dois dias depois, outro homem negro, Philando Castile, ter sido morto pela polícia, com vários tiros, quando estava ao volante do seu carro, depois de ter sido parado numa operação stop no Minnesota. 

Milhares de pessoas marcharam nas principais cidades do país e, em Dallas, uma manifestação contra o racismo institucional transformou-se em mais uma situação de pesadelo, em que um atirador furtivo se barricou e matou cinco polícias - antes de ter sido morto por um robô enviado pela polícia com uma bomba.

O tiroteio em Baton Rouge aconteceu por volta das nove horas da manhã locais. Segundo uma fonte da polícia citada pela CNN, a situação ficou sob controlo cerca do meio-dia. Mas outras fontes afirmam que o incidente ainda está em curso.

Um dos jornalistas da cadeia WBRZ relatou que cerca de uma dúzia de carros de polícia, vários deles não identificados, acorreram ao local, onde estará também já uma equipa de atiradores especializados das forças de intervenção especiais (SWAT). 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou que vai investigar a morte de Sterling. As investigações vão ser conduzidas pelo FBI e pela secção de direitos humanos do Departamento de Justiça. Sandra Sterling, tia de Alton, disse ao The Washington Post que quer que seja feita justiça. "Acho que não teriam feito o mesmo se fosse uma pessoa branca", disse Neco Sterling, primo de Alton.

Alton foi interpelado por dois polícias brancos que o queriam deter na sequência de uma chamada anónima. Um dos agentes acabou por disparar sobre Sterling quando este já estava imobilizado no chão.