Primeiro radar do sistema nacional de controlo é instalado esta quarta-feira

Sistema deverá estar operacional até o final deste ano e funcionará com base na rotatividade dos 30 radares em 50 locais diferentes, um pouco por todo o país.

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Até final de Setembro deverão estar instalados 25 dos 30 radares de velocidade JOANA BOURGARD

O primeiro dos 30 radares do Sistema Nacional de Controlo de Velocidade (SINCRO) entra em funcionamento esta quarta-feira, na A5, estrada que liga Lisboa a Cascais. A escolha do local onde os radares móveis serão instalados foi feita com base na selecção dos locais considerados “extremamente críticos", segundo o Ministério da Administração Interna (MAI).

O sistema, que inicialmente devia estar a funcionar desde 2010, estará completo em 2017. No total, serão colocadas 50 cabines onde os 30 radares serão instalados, funcionando num sistema rotativo. As estruturas irão estar distribuídas por 25 vias nacionais, desde auto-estradas, estradas nacionais, itinerários principais (IP) e complementares (IC), e a sua localização será conhecida. Até ao final de Setembro deverão estar instalados radares em 25 locais diferentes.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), gestora do sistema, poderá pedir uma rotatividade a cada seis meses para metade dos radares instalados nas 50 cabines. Apesar de saberem onde estão as estruturas de aço que guardam os radares, a ideia é que os condutores não saibam quais são as cabines que guardam radares activos em cada momento.

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A instalação do sistema, cujo contrato foi assinado em Março do ano passado, pretende contribuir "de forma significativa para a redução da sinistralidade". O Relatório Anual de Segurança Interna mais recente, relativo ao ano passado e divulgado no início de Abril, conta mais de 289 mil infracções por excesso de velocidade, a violação mais comum do Código da Estrada.

A rede de radares apresenta uma factura de quase 3,2 milhões de euros. O novo sistema de controlo de velocidade irá somar-se aos radares móveis já usados pela PSP e pela GNR e aos 18 radares fixos (16 localizados no túnel da CRIL, na Grande Lisboa, e dois na  A25, em Viseu) existentes actualmente e que são geridos pelas forças policiais nas instalações da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Juntam-se ainda aos radares fixos, com pórticos, geridos pelas câmaras de Lisboa Porto.

De acordo com o MAI, a comunicação da informação dos radares é efectuada através da aplicação Sistema de Gestão de Eventos de Trânsito (SIGET), que fará o interface com o Sistema de Contra-ordenações de Trânsito (SCoT), para a emissão das notificações aos condutores, escreve a agência Lusa.