Rede de metro alargada e seis mil novas bicicletas nas cidades

Intenção do Governo é iniciar a obra na rede metropolitana em 2018. E ter um lote alargado de bicicletas partilhadas em 2020.

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No documento que foi a discussão previa-se um investimento de 275 milhões nas redes de metro Enric Vives-Rubio

As redes de metropolitano de Lisboa e do Porto vão ser alvo de uma nova expansão, estando o arranque das obras previstos para 2018, no Programa Nacional de Reformas (PNR) aprovado nesta quinta-feira pelo Governo.

De acordo com o documento, “serão retomadas as acções de planeamento e estruturação da expansão das redes de metropolitano de Lisboa e Porto”. Num anexo ao PNR, refere-se que a programação será iniciada este ano e que os projectos arrancam em 2017. A execução está marcada para 2018. Os quadros que acompanham o programa referem um investimento de 275 milhões de euros para aumentar a rede em nove quilómetros até 2020.

Ainda no sector dos transportes, o Governo faz um balanço das áreas em que é preciso haver melhorias. “Os sistemas de transportes apresentam um nível insuficiente de intermodalidade, com excessiva dependência da ferrovia e do uso dos veículos automóveis ligeiros de passageiros, e um insuficiente desenvolvimento de outros meios de transporte”, lê-se no documento.

Por outro lado, refere-se que o sector representava, em 2014, “cerca de 75% do consumo total de petróleo e produtos de petróleo, contribuindo de forma expressiva para a manutenção dos elevados níveis de dependência energética do nosso país”.

Neste sentido, o executivo elenca algumas medidas a desenvolver nos próximos anos, como é o caso da substituição de 500 veículos de transporte colectivo rodoviário de passageiros até 2018, com um investimento estimado de 99 milhões de euros. Em simultâneo, pretende-se fazer a renovação de mil táxis até 2020, dentro de um plano que já foi apresentado ao sector pelo Ministério do Ambiente e com um custo de 16,6 milhões.

Seis mil novas bicicletas

O Governo explica ainda que será incentivada “a adesão ao veículo eléctrico, redesenhando o quadro de incentivos” e que, tal como já tinha sido anunciado, “será alargado o número de postos de carregamento” em perto de 2400 unidades, num investimento de 69,3 milhões de euros.

Além disso, prevê-se a criação de “instrumentos de regulação para acolher novas formas de mobilidade, incluindo transporte flexível e o carsharing [partilha de automóveis]” e será estimulada “a mobilidade suave”, em particular no que toca à promoção do uso da bicicleta.

Neste ponto, o quadro que acompanha o PNR explicita que a ideia é disponibilizar "seis mil bicicletas em sistemas partilhados até 2020", pressupondo uma despesa de 24,8 milhões.

O executivo sublinha que “estas medidas permitirão reduzir em 14% as emissões de CO2 no sector dos transportes até 2020”, em comparação com 2005.