António Costa insiste na defesa do Estado Social

Lider do PS visitou unidade de cuidados continuados que está fechada.

António Costa
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Costa esteve reunido com os autarcas do distrito de Viana do Castelo Nuno Ferreira Santos

O secretário-geral do PS, António Costa, afirmou-se apostado na defesa do Estado Social ao visitar uma unidade de cuidados continuados em Melgaço, pronta a funcionar desde 2012, mas ainda fechada e que representou um investimento de 1,5 milhões de euros.

 Sublinhando a importância de defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), a Segurança Social e a escola pública, António Costa não deixou de criticar o Governo ao classificar a unidade que visitou como “um péssimo exemplo do abandono a que este Governo votou o sector da saúde”, considerando que o desenvolvimento de unidades de saúde primária e de cuidados continuados são fundamentais para desenvolver o SNS.

“Este espaço construído, equipado, há três anos fechado apesar de pronto para poder ser uma Unidade de Cuidados Continuados (UCC) e as UCC são uma valência fundamental para o desenvolvimento do SNS para podermos prestar melhores cuidados de saúde com menos custos e com maior proximidade às pessoas e às famílias”, lembrou o líder do PS, acrescentando: “É absolutamente inaceitável que um equipamento destes esteja pronto e graças ao desinvestimento que o Governo fez no SNS ele continue a estar fechado e a não poder ser aproveitado pela população quando há tantas carências de camas de cuidados continuados.”

António Costa garantiu que o “compromisso” do PS é “defender o Estado Social”, apontando caso da UCC de Melgaço como exemplo “de quem não sabe fazer contas, porque uma cama de hospital custa bastante mais do que uma cama de um UCC”. E frisou: “Manter este serviço fechado significa estar a desperdiçar dinheiro que podia ser útil e necessários para desenvolvermos o SNS.”

Rejeitando fazer qualquer comentário o processo de prisão de José Sócrates e insistindo na separação de poderes, o líder do PS afirmou ainda: “Passarei a campanha eleitoral a falar do que me compete falar. Nós não podemos ter uma visão retórica em que dizemos umas coisas e fazemos outras. (…) Eu trato da política, a justiça trata da justiça.”

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