Picadeiro na Ajuda vai ser recuperado para receber arte equestre

Sociedade Parques de Sintra investe mais de dois milhões de euros no seu património.

Carlos Lopes/Arquivo
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Carlos Lopes/Arquivo

A reabilitação do Picadeiro Henrique Calado, na Calçada da Ajuda em Lisboa, de forma a receber apresentações da Escola Portuguesa de Arte Equestre, a criação de um programa de visita conjunta a Sintra e Mafra ou a protecção das espécies que vivem na Serra contra outras que as ameaçam são alguns dos projectos da Parques de Sintra cujo financiamento virá também da União Europeia. O investimento total será superior a dois milhões de euros, destinados a cinco projectos que já estão em curso ou em fase inicial.

Em 2012, a Parques de Sintra passou a gerir a Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) no âmbito da transferência para a sua tutela dos palácios nacionais de Queluz e de Sintra. A sociedade de capitais públicos responsável pelos monumentos e jardins históricos da serra de Sintra ficou também responsável pelo Picadeiro Henrique Calado. Agora, este espaço vai ser recuperado para que a Escola Portuguesa de Arte Equestre possa realizar espectáculos num espaço coberto junto ao Museu dos Coches. Serão recuperadas as fachadas e cobertura e o espaço interior sofrerá alterações para ali serem instaladas bancadas, cafetaria e casas de banho. O investimento é de mais de um milhão de euros, tendo obtido um co-financiamento de 65% do Programa Operacional Regional (POR) de Lisboa e deverá estar concluído no primeiro trimestre de 2015, adianta a sociedade em comunicado.

Outro dos projectos aprovados é a recuperação da Quinta da Amizade/Villa Sassetti. Tanto os edifícios como os jardins serão restaurados para que faça parte do percurso pedestre de acesso ao Castelo dos Mouros e ao Parque e Palácio da Pena, a partir do centro histórico de Sintra. Custará cerca de 617 mil euros, com 65% de apoio do POR, e estará terminado até Julho de 2015, diz a Parques de Sintra.

Já o projecto de revitalização dos palácios de Sintra, Pena e Queluz através da Música “pretende combinar a fruição do património arquitectónico com o património musical através de concertos, conferências e programas pedagógicos”. No programa previsto, serão abrangidos “períodos musicais do século XV ao XIX, directamente relacionados com cada local”. O investimento ronda os 288 mil euros e é co-financiado a 40% pelo POR. A sua conclusão está prevista para Junho de 2015.

Já na área ambiental, surge o projecto que propõe uma visita conjunta às duas grandes áreas verdes na região – o Parque Natural de Sintra e a Tapada Nacional de Mafra. Através de um programa conjunto para turistas individuais e grupos, “a visita integrada a estes dois locais, que incluirá a passagem por um Centro de Interpretação Ambiental, permitirá apresentar uma abordagem completa à biodiversidade dos locais”. Custará 174 mil euros e recebe umco-financiamento de 40% do POR. Deverá estar concluído no Verão.

Finalmente, nos 24 hectares da Tapada do Saldanha, recentemente adquiridos pela Parques de Sintra, será movida uma guerra contra espécies “estrangeiras”, de que se destacam os eucaliptos e as acácias que, em confronto com as árvores autóctones, acabam por vencer as batalhas, ocupando os seus espaços. Este projecto anual envolve um investimento de cerca de 46 mil euros, contando com o apoio do Plano de Desenvolvimento Rural a 80%.

No total, os cinco projectos prevêem um investimento global de aproximadamente 2,2 milhões de euros, dos quais cerca de 1,3 milhões terão origem em fundos europeus.