Preço do petróleo bate mínimos de cinco anos

Valor do barril de crude caiu mais de 40% nos últimos seis meses.

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Exploração de petróleo nos EUA Karen BLEIER/Reuters

No espaço de apenas seis meses, o valor do Brent no mercado londrino, onde os títulos de futuro são transaccionados, caiu 48 dólares, mais de 40%. O valor a que está hoje a ser negociado é o mais baixo desde o pico da crise financeiras internacional, em 2009.

O facto de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) ter recusado propostas de redução da produção entre os países-membros na semana passada veio colocar mais pressão sobre o valor de uma matéria-prima que já estava em plano de queda há algumas semanas.

O preço do crude tem vindo a recuar por uma conjugação de factores que acabaram por afectar os equilíbrios do mercado. Em primeiro lugar, porque os Estados Unidos aumentaram, de forma muito significativa, o nível de extracção, nomeadamente do chamado petróleo não convencional, que é extraído do xisto.

O facto a zona euro estar num cenário de pré-deflação e numa situação de quase estagnação económica e de a China continuar longe de crescimentos a dois dígitos acabaram também por pressionar em baixa o preço da matéria-prima.

Na semana passada, vários países membros da OPEP, entre os quais a Venezuela, o Irão e o Iraque, reclamaram que a organização optasse por uma redução dos níveis de extracção, numa tentativa para conter o descalabro das cotações. Mas a posição firme da Arábia Saudita acabou por deitar por terra os projectos dos autores da proposta.

Esta posição foi entendida como uma mudança clara de agulhas na organização, que no passado sempre utilizou a arma dos níveis de produção como uma forma de manter os preços em níveis que considerava aceitáveis.

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