Passos Coelho: “Demos conta do recado”

Líder do PSD participou esta noite num jantar de campanha em Aveiro.

Passos voltou à campanha
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Passos voltou à campanha

Na véspera de terminar o programa de assistência financeira, Passos Coelho foi a Aveiro, a um megajantar, o primeiro desta campanha oficial para as europeias, que Portugal “deu conta do recado” e que o país se pode “reconciliar com o Governo, com os partidos, com os políticos”. “Estas eleições são importantes”, sublinhou ao longo da intervenção. Para trás parece ter ficado o mote ‘que se lixem as eleições’, lançado há dois anos pelo líder do PSD.

Perante uma sala com cerca de 1900 lugares com as mesas praticamente cheias, o primeiro-ministro saudou a mobilização do país para sair da crise, a um dia de sair do programa da troika.

Dirigindo-se a “todos aqueles” que “ajudaram a cumprir” com as obrigações”, Passos Coelho afirmou: “Demos conta do recado”. “Voltámos a criar um elo de confiança, para que o país se pudesse reconciliar com o Governo, com os partidos, com os políticos”, afirmou, numa intervenção pontuada com palmas.

O líder dos sociais-democratas insistiu na importância das próximas eleições europeias para “dizer à Europa” que Portugal “reconquistou a credibilidade na Europa”. “Não vamos participar nestas eleições de mão estendida”, afirmou. E, assumindo que não se escolhe o governo europeu, prosseguiu “são importantes porque queremos vincar que os portugueses não estão de costas voltadas para a Europa”. E ainda porque a Europa “terá a sua caução mediática a esse processo de construção europeia”.

Passos Coelho, sem se referir directamente ao PS, lembrou quem escolheu o momento da campanha para apresentar as linhas do programa de Governo. As críticas mais fortes seriam feitas pelos candidatos e outros dirigentes da coligação.  

Nuno Melo, candidato pelo CDS, detalhou o que significa a aparição de José Sócrates no último dia de campanha do PS. “Ao chamar para a campanha o primeiro dos responsáveis os socialistas desrespeitaram os portugueses que todos os dias se sacrificaram para segurar a bancarrota”, começou por dizer o vice-presidente do CDS. Mas as críticas também sobrariam para o actual líder do PS.

“Seguro demonstra com isto que o PS de 2014 continua refém de 2011. E se voltassem ao poder em 2015 significa que volta a 2011”, afirmou Nuno Melo, contestando a ideia de a participação do ex-primeiro-ministro ser sinal de “união”. “É um facto de divisão nacional”, rematou.

Na mesma linha, o cabeça de lista Paulo Rangel começou por lançar a pergunta e logo deu a resposta. “O que é que cada um de nós quer para Portugal no dia 25 de Maio? Queremos um país capaz de superar uma crise terrível e agora crescer de forma sustentada. Ou um país de insustentabilidade financeira, um país das SCUTS, das PPP, dos estádios que é o do PS de António José Seguro.

Os socialistas também foram o alvo da intervenção de Luís Montenegro, líder da bancada do PSD, para acusar o PS de querer voltar a ser governo a todo o custo. “Quando o país vive tempos de emergência, a única emergência do PS é voltar ao poder”, afirmou, sublinhando que o PS “esteve sempre a deixar o país para baixo”. 

A importância das eleições do próximo 25 de Maio foi também o mote do discurso de Nuno Magalhães, líder da bancada centristas: "Estas eleições, pelos piores motivos, têm muito a ver com a vida dos portugueses, quando sob resgate o défice e a dívida entraram na casa dos portugueses". 

No final de todos os discursos, ouviu-se o hino nacional, uma das marcas da campanha Aliança Portugal. E antes de ser servido o jantar a coligação deu a ouvir em contínuo o hino da Alegria, tocado em slow motion com guitarra portuguesa.