Homenagem a Marques Júnior uniu Parlamento e capitães de Abril

O militar de Abril esteve quase trinta anos no Parlamento, como eleito do PRD e sobretudo como deputado do PS. Presidia, na altura da sua morte, ao Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações.

Cerimónia de homenagem a Marques Júnior contou com representantes de todas as forças políticas com representação parlamentar
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Cerimónia de homenagem a Marques Júnior contou com representantes de todas as forças políticas com representação parlamentar João Henriques/Arquivo

O Parlamento e os capitães de Abril, para além de diversas figuras da política e da sociedade portuguesas, estiveram juntos nesta terça-feira numa homenagem ao deputado e capitão de Abril António Marques Júnior, falecido no último dia de 2012. A cerimónia foi presidida pela Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e nela foram prestados diversos depoimentos recordando o percurso político, militar e pessoal de Marques Júnior.

"Teve sempre uma presença virtuosa e obstinada que, de certo modo, podemos dizer que o afirma contra a morte. Marques Júnior teve junto de nós uma experiência continuada nos caminhos da democracia", lembrou Assunção Esteves, que recordou também junto de largas dezenas de pessoas a sua "iniciação" no Parlamento e a importância de Marques Júnior nesse momento.

O antigo Presidente da República Ramalho Eanes, por seu turno, lembrou um homem de "bom senso", qualidade que "no mundo há pouco", advertiu.

Na homenagem foi distribuída uma obra com textos e fotografias de António Marques Júnior, com testemunhos, por exemplo, da família do militar e do deputado socialista José Magalhães. Presente na cerimónia realizada nesta tarde na Assembleia da República, José Magalhães lembrou a "simplicidade desarmante" de um homem "diferente e que inspirava generalizado respeito".

Também Maria de Belém Roseira, deputada e presidente do PS, prestou um emocionado depoimento sobre Marques Júnior: "Foi um militar excepcional e distinguido por isso; foi um deputado exemplar e louvado por isso; foi um marido e pai exemplar também, infelizmente pouco tempo avô", lembrou.

Em nome dos capitães de Abril, Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de Abril, recordou um dos seus "maiores amigos da vida", mas declarou que Marques Júnior foi "maltratado em vida" e "não foi aproveitado como devia ser".

Compareceram também na homenagem, entre outros, o secretário-geral do PS, António José Seguro, o presidente do Tribunal de Contas, Guilherme d´Oliveira Martins, o ex-procurador-geral da República, Pinto Monteiro, bem como representantes de todas as forças políticas representadas na Assembleia da República.

Marques Júnior morreu a 31 de Dezembro de 2012, aos 66 anos, depois de vários dias internado no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, devido a um derrame cerebral. O "capitão de Abril" esteve quase trinta anos no Parlamento, como eleito do PRD e sobretudo como deputado do PS, e desempenhava, na altura da sua morte, o cargo de presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações.

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