Aguiar Branco ataca os “ex-qualquer-coisa”

O ex-Presidente Mário Soares, o ex-deputado Pacheco Pereira, o ex-militante António Capucho, o ex-ministro Bagão Félix, o ex-líder do BE Francisco Louçã e até o ex-bispo das Forças Armadas “são um vírus nacional”, afirmou.

Daniel Rocha
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Daniel Rocha

O ataque recorrente dos congressistas do PSD aos críticos do partido e da governação ganhou nomes e força na intervenção de José Pedro Aguiar-Branco, que atacou os “ex-qualquer-coisa” que “tomaram o espaço mediático” e “são transversais a todas as áreas".

Aguiar-Branco nomeou alguns: o ex-Presidente Mário Soares, o ex-deputado Pacheco Pereira, o ex-militante António Capucho, o ex-ministro Bagão Félix, o ex-líder do BE Francisco Louçã e até o ex-bispo das Forças Armadas. “São um vírus nacional”, afirmou.

O ministro da Defesa discorreu sobre as diferenças entre esses “ex”, agora “promovidos a autoridades opinativas” e os “nós, que estamos na linha da frente”, mas apontados como “os actuais tolerados”, sem “competência nem bom-senso”.

“Os 'ex-qualquer-coisa' dão hoje aulas de finanças públicas e explicaram a inequivoca espiral recessiva e o inevitável segundo resgate. Falharam os prognósticos”, sublinhou.

Pelo meio, Aguiar-Branco ainda incluiu no rol o “ex-secretário-geral do PS, António José Seguro, explicando depois: “O PS parece ter adoptado o modelo bicéfalo do BE – tem um secretário-geral e um líder”, referindo-se neste caso a António Costa. “Um tem o poder, mas não manda; o outro manda, mas não tem poder”, explicitou. E ainda lançou outra farpa a Pacheco Pereira, dizendo que se assume como “consultor da campanha” de Costa.

Quanto ao “nós”, lembrou: “Ainda aqui estamos e vamos continuar a estar, com a certeza de que deixaremos o país melhor”.