Prisão preventiva para activistas do Greenpeace acusados de pirataria na Rússia

Tripulantes estão em prisão preventiva.

Membros da tripulação dentro do barco no passado dia 21
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Membros da tripulação dentro do barco no passado dia 21 DR/AFP
Imagens cedidas pelo Greenpeace
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Imagens cedidas pelo Greenpeace DR/AFP

Os tripulantes do barco do Greenpeace que organizaram um protesto numa plataforma de petróleo russa no Árctico, acusados de pirataria, foram colocados em prisão preventiva nesta quarta-feira.

“Foram levados para centros de detenção preventiva depois de serem interrogados”, declarou à AFP, por telefone, Eugenia Belyakova, activista do Greenpeace em Murmansk.

Os 30 elementos da tripulação do Arctic Sunrise, detido em alto mar na semana passada quando seguia em direcção a uma plataforma de petróleo da Gazprom, foram levados para vários centros de detenção de Murmansk e seus arredores, explicou Belyakova.

O órgão destacou que três tripulantes russos já foram interrogados. Os estrangeiros, incluindo a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, serão interrogados após a chegada dos tradutores.

O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que os 30 integrantes do Greenpeace não são piratas, mas violaram a lei. “Não conheço os detalhes do que aconteceu, mas é totalmente evidente que não são piratas”, disse Putin num fórum internacional sobre o Árcrtico na cidade de Salekhard. “Mas violaram as normas da lei internacional”, acrescentou.

Na terça-feira, as autoridades russas anunciaram a abertura de uma investigação criminal por pirataria, crime que pode ser punido com pena até 15 anos de prisão naquele país.

O Arctic Sunrise, com bandeira holandesa, foi alvo de uma acção na quinta-feira passada da guarda de fronteira da Rússia, departamento vinculado ao Serviço Federal de Segurança (FSB, ex-KGB). Depois foi rebocado para Murmansk.

A ONG denuncia o ataque “ilegal” ao barco e assegura que a embarcação estava fora das águas territoriais russas quando foi detido.

A empresa Gazprom pretende começar a produção na plataforma Prirazlomnaia no primeiro trimestre de 2014. O Greenpeace denuncia o risco de contaminação numa área próxima que inclui três reservas naturais protegidas pela lei russa.