Marco António Costa acusa Seguro de “querer a perpetuação da troika em Portugal”

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Marco António Costa esta segunda-feira na Póvoa do Varzim Paulo Pimenta
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Marco António Costa esta segunda-feira na Póvoa do Varzim Paulo Pimenta

Na Póvoa de Varzim, antes de um almoço com os candidatos à câmara municipal, à assembleia municipal e juntas de freguesia, Marco António Costa insurgiu-se contra a “desfaçatez” de António José Seguro que considerou, esta segunda-feira, em Bragança, numa acção de campanha com o candidato socialista, o dia de hoje como “um dia negro para Portugal”.

O líder socialista manifestou a sua preocupação pelo facto de Portugal não ter regressado esta segunda-feira aos mercados como anunciou o ex-ministro das Finanças, Vitor Gaspar, e declarou que o primeiro-ministro devia explicar ao país porque é que isso não aconteceu. “É um dia negro para o nosso país e digo isto com tristeza. Avisámos que esta política era errada”, disse Seguro, frisando que de “nada valeram os sacrifícios impostos aos portugueses”.

Inconformado com as declarações do líder do PS, Marco António Costa disparou: “Hoje é um dia histórico em que Portugal paga 5,5 mil milhões de euros de dívida pública. O dia 17 de Maio é que foi um dia negro para Portugal”.

A data apontada pelo porta-voz dos sociais-democratas – “que ficará na nossa história como um dia verdadeiramente negro” – tem a ver com a assinatura do programa de resgate financeiro acordado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (BCE).

Fazendo de António José Seguro o alvo de todos os seus ataques, o ex-secretário de Estado da Segurança Social frisou que, para além de Portugal ter pago esta segunda-feira 5,5 mil milhões de euros, “hoje baixa mais de 3% o rácio da dívida”, um indicador que, de acordo com as suas palavras, corresponde a uma “viragem” na situação do país.

Marco António Costa aproveitou, de resto, o momento para desafiar o secretário-geral dos socialistas a fazer "uma pequena busca" para ver o que é que aconteceu nessa data. “Não foi obra do acaso, foi obra de seis anos de trabalho de uma governação socialista”, concluiu.

Governo paga dívidas que não são suas, diz social-democrata
O coordenador e porta-voz da direcção nacional do PSD fez questão e frisar que a dívida que o Governo está a pagar não é da responsabilidade deste Governo, mas sim de um Governo do PS. E prosseguiu: "Nós não queremos um segundo resgate, nós queremos sair desse caminho. Os que querem um segundo resgate são aqueles que falam permanentemente em baixar os impostos e aumentar a despesa pública”, afirmou ainda o ex-líder da distrital do Porto dos sociais-democratas.

O porta-voz empenhou-se em apontar mais exemplos que evidenciam que PSD e PS seguem caminhos diferentes. “A sina do PSD é pagar a dívida que outros contraíram. Hoje o país consegue garantir uma imagem e confiança nos mercados, mas esta não é a via do agrado do líder do PS”, disse para responder: “A via do PS é a perpetuação da troika em Portugal”, ao contrário do PSD que “quer mandar a troika embora”.

Apesar das críticas, o porta-voz dos sociais-democratas terminou a sua intervenção, apelando, novamente, a António José Seguro para “moderação na linguagem” e “disponibilidade para um diálogo efectivo, frutuoso e concreto” no dia 30 de Setembro, após as eleições autárquicas.

Notícia substituída às 16h45.