Soria vai encontra-se com 25 empresas hoje

Governo espanhol reúne-se com empresas para fomentar exportações

Florentino Pérez será um dos empresários presentes no encontro
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Florentino Pérez será um dos empresários presentes no encontro REUTERS/Andrea Comas

O ministro da Industria, Energia e Turismo espanhol afirmou hoje que o Governo vai pedir às empresas, tanto as de grande como as de pequena e média dimensão, que se internacionalizem ajudando assim Espanha a crescer.

José Manuel Soria disse que essa mensagem de reforço das vendas e do investimento no exterior será comunicada no encontro de hoje com os responsáveis de 25 empresas espanholas, no qual também participa o chefe da diplomacia espanhola, José Manuel García-Margallo.

“Vamos dizer-lhes que Espanha tem enormes oportunidades de crescimento apesar das previsões adversas do FMI e do Banco de Espanha”, disse Soria, em declarações à rádio Cope, recordando que as previsões não tiveram ainda em conta as medidas já adoptadas pelo Governo.

Para Soria é vital que as empresas espanholas apostem mais no exterior, já que o crescimento não pode ficar apenas dependente de factores internos, como o consumo e o investimento no país.

“Será necessário sair e investir fora e para isso teremos enormes oportunidades em sectores como a energia, o turismo, as telecomunicações ou a indústria agro-alimentar”, disse, garantindo que toda a política económica do Governo estará ao seu dispor para os apoiar nesses esforços.

Mais do que apenas as grandes empresas espanholas, é essencial que a aposta na internacionalização seja feita também pelas PME, acrescentou.

Grande parte dos responsáveis das empresas que integram o principal indicador da bolsa espanhola, o Ibex35, participa no encontro de hoje.

São líderes de empresas de capital espanhol com forte presença no exterior, de quem os governantes querem ouvir opiniões sobre o plano estratégico do Governo, que aposta no aumento de exportações, no reforço da internacionalização do sector privado e na captação de mais recursos de poupança de fora de Espanha.

Entre os participantes no encontro destacam-se os responsáveis das grandes construtoras: Florentino Pérez, presidente da ACS; Rafael del Pino (Ferrovial), Juan Miguel Villar Mir (OHL), José Lladó (Técnicas Reunidas), José Manuel Entrecanales (Acciona), Salvador Alemany (Abertis), Manuel Manrique (Sacyr) e Baldomero Falcones (FCC).

O sector energético estará representado por Antonio Brufau (Repsol), Ignacio Sánchez Galán (Iberdrola), Salvador Gabarró (Gas Natural), Felipe Benjumea (Abengoa) e Jorge Calvet (Gamesa).

Confirmadas estão as participações dos presidentes do Santander e BBVA, respectivamente Emilio Botín e Francisco González e ainda do responsável da seguradora Mapfre, Antonio Huertas.

Convocados foram ainda responsáveis do setor de transportes, nomeadamente Carlos de Palacio (Talgo), Luis Cacho (Navantia), Josep Piqué (Vueling) Domingo Ureña (Eads) e José María Baztarrica (CAF).

Cesar Alierta, presidente da Telefónica e Javier Monzón, responsável da Indra também deverão participar no encontro.

O encontro é idêntico ao que o anterior presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero manteve em Novembro de 2010 com os líderes empresariais espanhóis.

Na altura participaram no encontro quase 40 empresários que analisaram o impacto da tensão financeira na estabilidade económica do país.

Agora o objectivo é diferente, segundo os organizadores do encontro, que destacam a vontade de gerar mais negócios, de fortalecer a imagem e a marca “Espanha” e de responder à queda na actividade doméstica com maiores apostas no exterior.

Conclusões que possam sair do encontro serão depois relatadas pelo MNE aos restantes membros do Governo, especialmente nas pastas de Fomento, Industria e Agricultura, para desenvolver acções mais específicas.

O Governo liderado por Mariano Rajoy quer potenciar o trabalho económico das 130 embaixadas de Espanha nas capitais mundiais, respondendo às mudanças geopolíticas do planeta e à importância das economias emergentes.

A aposta em parcerias público-privadas para acções no exterior é outro dos eixos da estratégia do Governo.