Concertação social

Passos diz que “não há memória” de um acordo de concertação abranger a CGTP

Primeiro-ministro considera que um acordo na concertação social é benéfico para o país
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Primeiro-ministro considera que um acordo na concertação social é benéfico para o país Foto: Nuno Ferreira Santos

O primeiro-ministro, Passos Coelho, afirmou hoje que é “benéfico” para Portugal que haja um acordo tripartido na concertação social e desvalorizou o abandono da CGTP das negociações.

Pedro Passos Coelho falava em Lisboa aos jornalistas, à margem de um almoço de trabalho com embaixadores árabes em Portugal, e afirmou que “a concertação social ainda está a decorrer, o Governo tem feito um investimento grande em poder, de forma bilateral ao longo das últimas semanas, criar todas as condições para se chegar a um entendimento. Creio que era benéfico para o país que esse entendimento tripartido ocorresse”, afirmou Pedro Passos Coelho.

“Era importante para todos os empresários, para todos os trabalhadores e para a imagem externa do país. Veremos se o conseguimos atingir ou não”, sublinhou o primeiro-ministro, escusando-se a tecer mais comentários, uma vez que as negociações estão a decorrer.

Questionado sobre o abandono das negociações pela CGTP, Pedro Passos Coelho desvalorizou a questão.

“Creio que não há memória em Portugal de um acordo de concertação abranger a CGTP e a própria central sindical tem-se colocado, no próprio plano político, fora de qualquer possibilidade de acordo na medida em que não aceita tão-pouco a realização de compromissos externos que obrigam o Estado português, nomeadamente com o memorando de entendimento", disse.

“É preciso relativizar essa decisão”, adiantou o governante, acrescentando que o Governo tem investido no diálogo e disse esperar que “possa vir a ser bem-sucedido”.

“Não quero nesta fase estar a pronunciar-me sobre os detalhes dessas conversações. Estou a par de toda a evolução que se tem registado, toda a equipa do Governo envolvida na concertação tem destinado as últimas semanas a fazer essa avaliação e a tentar criar condições que permitam esse acordo”, concluiu o chefe de Governo.