Illinois

EUA começaram a enterrar um milhão de toneladas de CO2 no subsolo

A região de Illinois emite mais de 265 milhões de toneladas de CO2 por ano
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A região de Illinois emite mais de 265 milhões de toneladas de CO2 por ano Victor Fraile/Reuters

Um milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2) começaram a ser armazenadas este mês no subsolo de Illinois, ao abrigo do primeiro projecto-piloto de sequestro e armazenamento geológico deste gás com efeito de estufa (GEE) nos Estados Unidos.

O CO2 está a ser capturado da fábrica de produção de etanol em Decatur, no Illinois, centro norte do país, e “vai ficar permanentemente armazenado a cerca de 1,6 quilómetros de profundidade no aquífero salino de Mount Simon Sandstone”, diz em comunicado o consórcio Midwest Geological Sequestration Consortium (MGSC), um dos sete criados pelo departamento norte-americano para a Energia para promover as tecnologias de captura e armazenamento de carbono no país.

Uma central construída para este projecto separa a água do CO2, que depois é conduzido por uma conduta que o leva por um poço onde é injectado no subsolo.

Segundo o departamento de Energia, aquele local tem todas as características geológicas necessárias e capacidade para armazenar entre 11 e 151 mil milhões de toneladas de CO2. A região de Illinois emite mais de 265 milhões de toneladas de CO2 por ano, a maioria das 126 centrais de produção de energia a carvão. As autoridades implementaram ainda um programa de monitorização para garantir a segurança das operações.

Em Outubro, a Agência de Protecção do Ambiente de Illinois aprovou as operações de armazenamento no subsolo. Foi a primeira vez que isso aconteceu nos Estados Unidos.

“Implementar um local de armazenamento para o CO2 que seja ambientalmente seguro e a longo prazo é crucial para o sucesso comercial da tecnologia de sequestro e armazenamento de carbono”, disse Chuck McConnell, responsável pelas Energias Fósseis naquele departamento. “Esta poderá ser uma opção importante nas estratégias de mitigação das alterações climáticas”, acrescentou, em comunicado.

De acordo com o Centro de Investigação Cooperativa das Tecnologias dos Gases de Estufa, na Austrália, existem hoje no mundo mais de 50 projectos de captura e o sequestro de carbono (CCS, na sigla inglesa).

A CCS pode ter um papel na mitigação das alterações climáticas. Em 2050, a Agência Internacional de Energia estima que estas tecnologias possam reduzir as emissões globais de gases com efeito de estufa em 19%.